O que mudar para buscar o título
Opinião de Walter Falceta
10 mil visualizações 139 comentários Comunicar erro

Fiel: festa e apoio, mesmo com a derrota
Foto: WFJr.
1) Iniciado o primeiro jogo desta final do Paulistão de 2018, o Palmeiras empreendeu marcação alta. Por vezes, aplicou-a altíssima, pressionando o Timão desde a meia-lua.
2) Naqueles primeiros minutos, o time verde tinha a formação que pareceria mais apropriada ao mandante da partida. Lucas Lima flutuava no meio de campo, atuando à esquerda ou à direita, acionando Dudu ou William. O Corinthians parecia amarrado ao setor defensivo.
3) Aos sete minutos, a esquadra mosqueteira cedeu escanteio ao adversário. A cobrança curta de Lucas Lima propiciou o cruzamento de Dudu. A bola resvalou no travessão e sobrou para William, que tocou para o colombiano Borja decretar o gol visitante.
4) Faz tempo, muito tempo, que a defesa corinthiana sofre terrivelmente com escanteios, faltas na esquina do campo e cruzamentos eventuais desde a linha de fundo.
5) A partir de tiros esquinados, tomamos gols do Atlético Goianiense, do Coritiba, do Botafogo, do próprio Palmeiras, do Fluminense, do Atlético Mineiro, do São Bento, do Santo André e do Bragantino, sem forçar a memória.
6) O problema é de fundamento na ação defensiva. Curiosamente, sem devido reforço e empenho dos colegas, os zagueiros são os menos culpados por esses tentos.
7) Desta vez, o Corinthians sofreu também com as dificuldades na saída de bola. Maycon e Gabriel parecem pouco à vontade quando incumbidos da missão. Especialmente no segundo tempo, a função coube com frequência ao zagueiro Balbuena.
8) Carece a equipe corinthiana de bons cobradores de falta. Três lances nos flancos da grande área palestrina. Nenhum perigo para Jaílson.
9) Falta cancha e experiência a Mateus Vital. Atleta promissor, mas ainda distante do padrão competitivo exigido em disputas contra adversários gabaritados.
10) O 4-2-4 pode funcionar, assim como o 4-2-1-3 e suas variações eventuais, mas é fundamental que a equipe tenha uma referência de área. Depois da saída de Jô, são inúmeros os lances desperdiçados pela ausência de um atacante que faça o pivô ou conclua a gol, especialmente em jogadas aéreas. Faltou competência nas contratações.
11) Nada está perdido e será natural uma vitória na outra ponta da linha vermelha do metrô. É preciso, no entanto, mudar para melhor. Neste sábado, Timão entrou em campo desgastado depois da dura peleja contra o São Paulo. O Palmeiras beneficiado com um dia a mais de folga. A situação agora se inverte. Antes da segunda partida da final paulista, o adversário tem compromisso pela Libertadores. Nós temos o tempo para buscar o aprimoramento.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
