Arthur Elias valoriza trabalho do Corinthians no futebol feminino: 'Estamos fazendo algo diferente'

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Por Julia Raya, Andrew Sousa e Vitor Chicarolli

Corinthians chegou ao novo título desde sua reativação, em 2016

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Giancarlo Santorum/ Instagram

Multicampeão pelo Corinthians, o técnico Arthur Elias conquistou mais um título no último final de semana, a Libertadores Feminina. Ao celebrar sua terceira conquista da América com a equipe alvinegra, o treinador falou sobre o "trabalho diferente" feito no clube.

A taça erguida no último domingo foi a nona do Corinthians em apenas seis anos de projeto. Empilhando conquistas e números históricos, como o de 200 vitórias em 250 jogos, o técnico analisou a importância do Corinthians para a modalidade, mas evitou falar em "dois mundos" do futebol feminino, um antes e outro depois do projeto alvinegro.

"Não sei se dá para a gente dividir o futebol feminino dessa maneira. Já existiram outras grandes equipes que fizeram história também. Mas, sem dúvida, o que a gente vem fazendo é algo muito difícil de acontecer num esporte como o futebol, que é muito competitivo. Ainda mais nesse cenário que os clubes agora também estão investindo e a qualidade do jogo que estamos mostrando, a consistência que temos nos últimos anos, e um número expressivo de vitórias e títulos para o clube, realmente chama bastante atenção. Não temos a pretensão de dividir a história da modalidade, que é uma luta, uma causa de muitos anos das mulheres no futebol, mas a gente tem sim a consciência de que estamos fazendo algo de diferente. É algo muito prazeroso para nós, representar esse clube dessa forma tão vencedora", contou o técnico no desembarque no Brasil na noite da última terça-feira.

O título da Libertadores foi conquistado de maneira invicta, com seis vitórias em seis jogos disputados, além de 24 gols marcados e apenas dois sofridos. Diante do bom desempenho alvinegro, Arthur expôs as dificuldades que rodearam a conquista corinthiana e falou sobre a preparação do elenco para os momentos decisivos.

"A vitória é sempre difícil, num ano complicado. A gente vem nessa pandemia desde o ano passado. Uma Libertadores que você fica confinado, sem poder sair do hotel por 21 dias, então é bastante desgastante. É uma competição que vem evoluindo ao longo dos anos na parte técnica, organização das equipes. Então foi uma final dura, contra uma equipe colombiana muito bem organizada, mas a gente, de novo, com o desempenho excelente, seis jogos, seis vitórias, fizemos muitos gols, 24, tomamos pouco. E a gente vem se destacando muito nessa temporada por vencer os mata-matas, então isso mostra que a equipe se preparou muito bem para esse momento que é o objetivo do nosso trabalho. Sabemos que vamos chegar, mas vamos chegar bem nas competições, nos momentos decisivos e a gente conseguiu mostrar isso de novo na Libertadores, com esse título, e agora vamos descansar um pouco e trabalhar para buscar o terceiro", analisou o técnico.

O elenco alvinegro é resultado de uma mistura entre experiência e juventude. Arthur Elias tem à disposição nomes já consolidados na modalidade, como Grazi e Cacau, que agora são tetracampeãs da Libertadores, e atletas que dão seus primeiros passos no futebol profissional, como são os casos de Kemelli e Jheniffer.

Apesar de mais novas, as jogadoras já apresentam um nível de maturidade importante, como expôs o técnico. Na visão de Arthur, o avanço da modalidade tem permitido que as atletas cheguem ao time profissional mais preparadas.

"O futebol feminino vem se desenvolvendo e um dos pontos mais importantes é o trabalho com a categoria de base. A gente desenvolveu um trabalho de formação com as jogadoras para que o nível competitivo no profissional seja maior, que isso possa chegar na Seleção e nos trazer títulos internacionais, que ainda nos faltam depois de tanta luta. Isso vem acontecendo muito recentemente. Eu trabalhei no Centro Olímpico, coordenei um projeto de base onde, praticamente, não se tinha adversário. E hoje ver os grandes clubes de camisa investindo nas categorias de base, as competições existindo, isso é um passo importante que a gente vai começar a sentir daqui a alguns anos. Nesse momento, a gente já observa algumas jogadoras jovens, temos no radar jogadoras de 15, 16 anos, e que são jogadoras que temos projeção, mas elas precisam competir. É isso o que faltava antes, mais jogo, ter bagagem maior de jogo. Perder, vencer, passar por momentos que o futebol precisa para amadurecer uma jogadora em todos os seus aspectos e chegar melhor para o profissional. Esse, sem dúvida, é um ponto fundamental para o desenvolvimento", contou o treinador.

Por fim, Arthur fez questão de dedicar a conquista para a Fiel, que sempre apoia o time, e agradecer os torcedores que foram até Montevidéu, no Uruguai, para prestigiar as atletas em campo na grande final.

"Aí, Fiel, essa é para vocês. Especialmente para os torcedores que foram lá. A gente ficou muito contente com o esforço que foi feito. A Gaviões ter cedido os ônibus, os torcedores terem comparecido. Agradecer também aos torcedores uruguaios que também foram. É um país que não tem tanta tradição, mas é um país que está incentivando. Também muitas crianças no estádio, um público diferente, então foi um dia muito especial. A gente dedica essa medalha para o nosso torcedor e, também, pro nosso clube", comemorou o treinador.

Veja mais em: Corinthians Feminino, Arthur Elias, Títulos do Corinthians Feminino e Libertadores da América.

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