Foto: Rodrigo Coca / Ag. Corinthians
O Corinthians tem inúmeros ídolos em sua história centenária e, entre eles, estão os goleiros que marcaram época com a camisa alvinegra. Desde os tempos de várzea até os dias atuais, 123 goleiros já vestiram o manto do Timão ao menos uma vez na equipe principal. Abaixo, o Meu Timão relembra os principais nomes dessa história, desde Felipe Valente, o primeiro goleiro, até Hugo, o atual nome a defender as traves corinthianas. Confira!
Valente
Felipe Averna Valente foi o primeiro goleiro a vestir a camisa do Corinthians. Italiano, ele esteve presente na fundação do Sport Club Corinthians Paulista e também integrou a diretoria alvinegra, mesmo sendo atleta. Ele defendeu as cores alvinegras no primeiro jogo da história, a derrota por 1 a 0 para o União Lapa, no dia 10 de setembro de 1910. Os registros contabilizam quatro partidas pelo Timão, com duas vitórias e duas derrotas.
Casemiro do Amaral
Casemiro do Amaral foi o segundo nome importante embaixo das traves do Corinthians. Ele acumulou três passagens pelo clube: a primeira de 1911 até 1914; a segunda em 1916; e a terceira em 1918. Nascido em Lisboa, em Portugal, foi capitão e também chegou a atuar como técnico do time em ao menos duas oportunidades. Os registros contabilizam 39 partidas, sendo 16 vitórias, sete empates, oito derrotas e oito jogos sem resultados conhecidos.
Tuffy
Primeiro ídolo abaixo das traves do Corinthians, Tuffy tinha enorme facilidade para pegar pênaltis e era considerado um galã em sua época - tanto que participou do filme "Campeão Futebol", em 1931. Segundo o livro "Timão 100 anos", de Celso Unzelte, as costeletas e a maneira de se vestir do goleiro lhe renderam o apelido de Satanás.
Chegou ao Corinthians em 1928, quando atingiu o auge de sua carreira. Formou uma defesa invejável com os zagueiros Pedro Grané e Del Debbio. Com o forte sistema defensivo, foi tricampeão do Paulista em 1928, 1929 e 1930. Sua passagem pelo Timão durou quatro temporadas. Foram 71 jogos, sendo 48 vitórias, 11 empates e 12 derrotas.
Em 1931, após sair do Corinthians, o goleiro anunciou a sua aposentadoria. Faleceu no dia 4 de dezembro de 1935, com apenas 36 anos. Uma pneumonia dupla atingiu o ídolo corinthiano, que foi enterrado vestindo o manto alvinegro, no cemitério São Paulo, na Vila Madalena.
Gylmar

Gylmar dos Santos Neves é um dos melhores goleiros da história do Corinthians, mas não chegou ao clube com esse status. Em 1951, foi contratado pelo Timão apenas por causa de um acordo com sua antiga equipe, o Jabaquara, de Santos, que só aceitou vender o meia Ciciá, alvo do Corinthians, se Gylmar fosse junto. Após um início complicado, se tornou titular no ano de 1952, já conquistando o Paulista de 1952.
O arqueiro permaneceu por dez anos no Corinthians, até 1961. No total, atuou em 397 partidas, com 247 vitórias, 73 empates e 77 derrotas. É o terceiro goleiro que mais defendeu as cores alvinegras, ficando atrás apenas de Cássio e Ronaldo. Foi campeão cinco vezes: os Paulistas de 1951, 1952 e 1954; o Torneio Rio-São Paulo de 1954; e do Torneio Charles Miller, em 1955.
Cabeção

Luiz Morais, mais conhecido como Cabeção, foi revelado nas categorias de base do Corinthians. Ele chegou ao clube com apenas oito anos de idade e passou por todas as equipes até chegar ao time profissional, em 1949.
É o quarto goleiro que mais atuou pelo Corinthians. Acumulou duas passagens no clube, ficando até 1966. No total, foram 326 jogos, 192 vitórias, 69 empates e 65 derrotas. Cabeção era considerado o único do país a fazer frente a Gylmar na época, tanto que também foi convocado para a Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1954.
Conquistou nove títulos com a camisa do Corinthians: os Paulistas de 1951 e 1954, as Taças São Paulo de 1953 e 1962, os Torneios Rio-São Paulo de 1953 e 1954, além da Pequena Taça do Mundo em 1953 e de dois Torneios Charles Miller, em 1954 e 1958.
Tobias

José Benedito Tobias, o Tobias, marcou seu nome na história do Corinthians entre 1975 e 1978. O goleiro foi um dos heróis da inesquecível Invasão Corinthiana, na semifinal do Brasileiro de 1976, quando defendeu duas cobranças de pênalti — incluindo uma de Carlos Alberto Torres — e levou o Timão à final. No ano seguinte, ajudou a encerrar o jejum de 23 anos sem títulos, sendo peça importante na conquista do Paulistão de 1977. Em sua passagem pelo clube, disputou 125 partidas e entrou para a memória alvinegra como um símbolo de raça e determinação.
Jairo

Jairo do Nascimento, conhecido como “Pantera Negra”, é lembrado como um dos grandes goleiros da história do Corinthians. Natural de Joinville (SC), chegou ao clube em 1977, vindo do Coritiba, e logo integrou o elenco que pôs fim ao jejum de 23 anos sem títulos, sendo reserva de Tobias no Paulista daquele ano. No ano seguinte, assumiu a titularidade e viveu fase espetacular, estabelecendo o recorde de 1.131 minutos sem sofrer gols — marca que permanece como a maior da história alvinegra. Dono de defesas seguras e de enorme presença de área, Jairo disputou 190 partidas e conquistou dois Campeonatos Paulistas, em 1977 e 1979. Um dos poucos goleiros negros a chegar à Seleção Brasileira, o “Pantera Negra” deixou o Timão em 1980 e encerrou a carreira em 1989, mantendo viva sua imagem como símbolo de talento, carisma e resistência no gol corinthiano.
Ronaldo

Ronaldo Soares Giovanelli é um dos maiores ídolos da história do Corinthians e símbolo da geração vitoriosa dos anos 1990. Revelado nas categorias de base, estreou em 1988 e logo se destacou ao defender um pênalti de Darío Pereyra em um Majestoso, conquistando a torcida com raça e defesas espetaculares. Carismático e dono de estilo acrobático, Ronaldo disputou 602 partidas — o segundo goleiro com mais jogos pelo clube e o quarto atleta que mais vestiu o manto alvinegro na história. Conquistou cinco títulos oficiais: os Paulistas de 1988, 1995 e 1997, o Brasileirão de 1990 e a Copa do Brasil de 1995, além de taças simbólicas como a Supercopa de 1991 e a Copa Bandeirantes de 1994. Ícone de entrega e amor ao Timão, Ronaldo marcou uma era e segue eternizado entre os maiores do gol corinthiano.
Dida

Nélson de Jesus Silva, o inesquecível Dida, foi um dos goleiros mais técnicos e decisivos da história do Corinthians. O baiano chegou ao clube em 1999 e rapidamente se tornou ídolo, ajudando o Timão a conquistar o tricampeonato brasileiro e protagonizando um dos maiores clássicos da história ao defender dois pênaltis de Raí, ídolo do São Paulo, na semifinal daquele torneio. No ano seguinte, brilhou novamente ao pegar a cobrança de Anelka, do Real Madrid, e levantar o título do Mundial de Clubes da FIFA 2000. Conhecido pela frieza, precisão e reflexos rápidos, Dida disputou 95 partidas pelo Corinthians, vencendo 53 delas. Em sua segunda passagem, em 2002, conquistou também a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo, somando quatro títulos. Referência internacional e especialista em pênaltis, Dida eternizou seu nome no gol corinthiano e no futebol mundial.
Júlio César

Cria da base alvinegra, Júlio César de Souza Santos, ou só Júlio César, trilhou uma longa trajetória no Corinthians, marcada por dedicação e títulos. Bicampeão da Copa São Paulo de Juniores (2004 e 2005), estreou entre os profissionais ainda jovem, em 2005, no ano em que o Timão conquistou o Brasileirão. Após temporadas como reserva de nomes como Fábio Costa, Felipe e Jean, assumiu a titularidade em 2010 e viveu seu auge nas campanhas do Brasileirão de 2011 e da Libertadores de 2012. Com a chegada de Cássio, passou a atuar como reserva, mas seguiu sendo peça importante do elenco multicampeão. Ao todo, disputou 140 jogos e conquistou nove títulos, incluindo o Mundial de Clubes, a Libertadores e duas edições do Paulista. Goleiro de formação corinthiana, Júlio César representa a perseverança e o orgulho de quem defendeu o Timão do início ao fim.
Cássio

Cássio Roberto Ramos é, sem dúvida, um dos maiores ídolos da história do Corinthians e o goleiro que mais vestiu o manto alvinegro no século XXI. Contratado no fim de 2011, após passagem pelo PSV Eindhoven, inicialmente chegou como terceiro goleiro, mas ganhou sua chance de ouro durante a Libertadores de 2012, substituindo Júlio César nas oitavas de final contra o Emelec. Com apenas 29 partidas como titular na carreira, mostrou frieza e personalidade, realizando defesas decisivas contra o Vasco e defendendo o gol na final do Mundial de Clubes contra o Chelsea, que marcou o início de sua era de liderança. Capitão e referência dentro e fora de campo, Cássio se manteve titular absoluto por mais de uma década, participando de 712 partidas e conquistando nove títulos oficiais, incluindo Libertadores, Mundial, dois Brasileirões e três Paulistas consecutivos. Conhecido por reflexos impressionantes, segurança nas bolas paradas e presença de área imponente, Cássio se tornou símbolo de consistência, raça e amor ao Corinthians, eternizando-se na memória da torcida como um verdadeiro gigante da meta alvinegra.
Hugo Souza

Hugo Souza, goleiro de 26 anos, chegou ao Corinthians em julho de 2024, emprestado pelo Flamengo, e rapidamente se firmou como titular absoluto. Com 1,99 m de altura, estreou com vitória por 2 a 1 sobre o Criciúma, no Brasileirão, e conquistou o Campeonato Paulista de 2025. Reconhecido por sua segurança nas bolas aéreas e presença de área, Hugo foi eleito o melhor goleiro do Paulistão de 2025. Sua trajetória também inclui convocações para a Seleção Brasileira principal, destacando-se como uma das principais apostas da nova geração de goleiros do futebol brasileiro. Ele é o atual goleiro titular do Corinthians.