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Cristóvão vê carência em setor e admite preocupação com elenco 'pequeno'

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Para Cristóvão, Corinthians precisa se reforçar se quiser disputar o Brasileirão em alto nível

Para Cristóvão, Corinthians precisa se reforçar se quiser disputar o Brasileirão em alto nível

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Recém-chegado ao comando técnico do Corinthians, Cristóvão Borges não demorou a identificar o “calcanhar de Aquiles” da equipe deixada por Tite: o setor ofensivo. Dos 14 gols marcados pelo atual campeão nacional neste início de Brasileirão, apenas três saíram dos pés de jogadores responsáveis por balançar as redes adversárias.

Após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-MG, na noite de quarta-feira, no Mineirão, o treinador reconheceu que o time alvinegro necessita de “peso ofensivo” para a sequência da temporada. “Logicamente que a nossa equipe se postou bem, e isso ela vem fazendo nos jogos. Mas é notável isso, a gente vê até por características, a gente precisa mais de peso ofensivo”, admitiu Cristóvão.

A lista de artilheiros do Timão na competição serve como parâmetro para a declaração do comandante. O volante Bruno Henrique, criticado por parte da torcida alvinegra no primeiro semestre, é dono do posto de maior goleador do time, com três tentos. Já o atacante reserva Lucca segue no segundo lugar, com um gol a menos.

Ainda assim, de acordo com Cristóvão, a deficiência corinthiana é “compensada” em decorrência do bom funcionamento de outros setores do esquadrão. “Mas como a equipe tem um equilíbrio muito grande, a equipe consegue chegar e jogar. Isso, em alguns momentos, em alguns jogos, compensa. É o que estamos fazendo, mas eu vejo uma equipe caminhando, estamos andando bem”.

Apesar do pouco tempo à frente do clube – apenas quatro dias separam o anúncio oficial do treinador e esta quinta-feira –, Cristóvão mandou um recado à diretoria: o atual plantel do Corinthians não será capaz de suportar com sucesso o restante do Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, que está em sua segunda fase.

“Na verdade é o grupo que a gente tem. E é pequeno para o que nós vamos encontrar. A temporada é longa e daqui a pouco vamos disputar competições simultâneas e a necessidade da nossa equipe ter opções do mesmo nível, pra manter a mesma performance. Quando eu cheguei já existia isso. Estamos trabalhando pra resolver isso”, finalizou.

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