Breno Bidon: a joia alvinegra que precisa ser lapidada
Opinião de Bruno Pantarotto
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Breno Bidon comemora seu primeiro gol pelo Corinthians
Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O Corinthians sempre se destacou em sua história pelos bons meio-campistas que passaram pelo clube. Podemos citar Ralf, Paulinho, e mais recentemente, Maycon, que surgiu muito bem em 2017, além de Gabriel Moscardo, que dominou o meio de campo com apenas 17 anos de idade.
Entre todos estes, surgiu um garoto que era destaque da base há anos, Breno Bidon. O jovem ganhou notoriedade nas categorias de base onde atuou como segundo volante e meia-atacante, sendo o principal armador no jogo. Bidon atuou ao lado de Ryan na Copinha conquistada pelo Timãozinho em 2024, onde fez a função de segundo homem no meio-campo e se destacou.
No profissional, demorou para receber suas chances. A estreia de Bidon veio acontecer somente em março deste ano, contra o Água Santa pelo Paulistão. O treinador corinthiano na época, António Oliveira, falou que não via Breno se destacar nos treinos, mas quando viu entrar contra o São Bernardo, pela Copa do Brasil, ele ficou maravilhado com cada função que a joia do Timão fazia em campo.
“O (Breno) Bidon é um diamante. É um achado que encontramos aqui a partir do momento que perdemos o Maycon. Vou ser o mais honesto e transparente possível, o Bidon estava treinando aqui desde que eu cheguei, e era o jogador que menos me saltava à vista", disse o português em entrevista à ESPN.
“Ah, mas o Breno ainda é franzino”. Sim, é um jogador que precisa evoluir fisicamente, mas que compensa isso em campo. Contra o Botafogo, o time mais físico de todo o Campeonato Brasileiro, ele entrou muito bem e mudou todo o meio de campo. Outros falam que quando Ramón chegou, ele estava em baixa. É um jogador de apenas 19 anos, vai oscilar, assim como oscilou Gabriel Moscardo, que se tornou a maior venda da história do Corinthians.
Entrando na questão de negociações, Breno Bidon já atrai interesse de outros clubes. O Bayern de Munique monitora o jovem desde a base, onde chegaram a realizar contatos com o estafe do atleta antes da realização da Copinha. O Corinthians, por sua vez, precisa valorizar a joia que tem em suas mãos e que cresceu no Terrão.
Breno Bidon é diferente. É um jogador diferenciado dos demais. Tecnicamente, fica atrás somente de Paulinho em todos os volantes do Corinthians nos últimos cinco anos. Como já disse no texto, Moscardo também surgiu como um talento, mas se destacava mais por suas ações defensivas, o que não quer dizer que não tenha capacidades ofensivas.
Com apenas seis jogos desde a chegada do técnico argentino, Breno foi convocado à Seleção Brasileira Sub-20 para os amistosos contra o México, na última Data Fifa, em São Januário, onde o meio-campista atuou mais minutos pela Amarelinha do que no Corinthians de Ramón Díaz à época.
Breno Bidon com a Seleção Brasileira Sub-20
Joilson Marconne / CBF
Breno é uma joia. Um jogador que não surge todo dia nas categorias de base do Corinthians. A diretoria e a comissão precisam tratar Bidon como alguém especial nesse elenco e dar todo o suporte possível, já que perderam jovens jogadores que poderiam dar frutos, como Robert Renan e Pedro, por valores aquém do esperado. É um atleta com extremo potencial para se tornar titular absoluto na próxima temporada.
Falo sobre titularidade na próxima temporada por uma questão simples, lapidação. Bidon disputa posição com diversos jogadores, e, inquestionavelmente, é o mais talentoso de todos. Porém, é um menino, um garoto com menos de 20 anos que precisa ser lapidado e aprender com os mais experientes do elenco para estar preparado para ser um dos principais nomes do Corinthians em 2025.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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