A autossabotagem do Corinthians com uma jovem promessa
Opinião de Bruno Pantarotto
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Dieguinho entrou apenas em dois momentos 'tranquilos' em jogos do Corinthians no ano
Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão
O jovem meia-atacante Dieguinho vive um paradoxo curioso em sua trajetória no Corinthians. Desde que foi promovido ao time profissional, suas oportunidades de entrar em campo têm sido restritas a momentos de extrema dificuldade. Jogos tranquilos, em que o time poderia experimentar e dar liberdade aos jovens, parecem fora de alcance. A consequência? Um ciclo quase de autossabotagem.
Por mais que a exposição em partidas complicadas sirva como aprendizado, ela também coloca o atleta sob uma pressão desproporcional. Cada entrada é praticamente um teste de fogo: a responsabilidade de mudar o jogo, de se destacar em meio ao caos tático e que o embate proporciona.
O jogador soma uma vitória, dois empates e quatro derrotas atuando pelo profissional. Os jogos? Santos (3 a 1), Sport (1 a 0), Bahia (2 a 1), Juventude (2 a 1), Fortaleza (1 a 1), Grêmio (1 a 1) e Sport (2 a 1).
Curiosamente, o único jogo em que o Corinthians venceu foi ainda no primeiro turno, quando o Timão esteve sob o comando do então interino Orlando Ribeiro, que utilizava Dieguinho nas categorias de base.
Nas partidas restantes, o atleta entrou nos minutos finais e em jogos que o Corinthians já estava perdendo, salvo a exceção do Fortaleza, quando foi titular e um dos destaques. Qual é sua recompensa por jogar bem? Ter menos chances.
Eu me pergunto o motivo de não o colocar quando vencia o Athletico-PR na Copa do Brasil, dentro de casa. Ou quando triunfava sobre o Mirassol, como o volante André Luiz entrou, fez gol e conseguiu ainda mais confiança.
O Corinthians, ao limitar suas chances a partidas de alto risco, corre o risco de prejudicar o desenvolvimento natural do jovem meia. Um equilíbrio entre momentos de pressão e jogos mais tranquilos permitiria que Dieguinho evoluísse de forma mais sólida, ganhando experiência sem que cada erro fosse um potencial trauma.
Se o objetivo é amadurecer jogadores, essa estratégia falha: Dieguinho corre mais riscos do que deveria, e o clube corre o risco de perder a chance de lapidar uma promessa, que já mostrou muito potencial.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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