O contraste entre as posturas de Neymar no Santos e Memphis Depay no Corinthians
Opinião de Elian Sousa
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Neymar no Santos e Memphis no Corinthians.
Foto: Ag. Paulistão e Rodrigo Coca / Ag. Corinthians
Neste último domingo, o Corinthians venceu o Santos pela terceira vez no ano e afundou de vez o rival na zona do rebaixamento do Brasileirão. E assim como na semifinal do Paulistão, o craque do time adversário não estava em campo.
Neymar foi anunciado no Santos no fim de janeiro, e desde lá, foram apenas nove jogos, com três gols e três assistências - pelo Campeonato Paulista -, além de desfalcar o time por mais de um mês.
Mas é claro, essa coluna não é sobre o Neymar. E sim, sobre o seu amigo que atua aqui no Corinthians.
Memphis Depay, no mesmo recorte de tempo, realizou 24 partidas, marcando sete gols e dando dez passes para gol, tornando-o um dos principais assistentes do futebol brasileiro na temporada até então.
Os números não mentem, não há comparação alguma entre o desempenho de Memphis e Neymar em seus respectivos clubes. Mas o meu ponto nem é esse.
O camisa 10 da Seleção Brasileira voltou para o clube que o revelou e é idolatrado por toda a torcida. Era a receita perfeita para recuperar sua carreira que já estava em decadência no exterior. Mas o resultado vem sendo o oposto.
O maior salário do futebol nacional - muito maior que o segundo colocado, que é Memphis - para um atleta que não consegue sequer atuar. E o pior de tudo, um descaso com o próprio time que chega a dar pena dos rivais. Neymar, ontem, horas depois da derrota do Santos para o Corinthians, esteve presente na final da Kings League, assistindo o seu time da competição jogar e, após o jogo, com um sorriso no rosto, disse estar “muito feliz”.
Já o seu colega Memphis, que nunca teve relação alguma com o Timão, mostrou desde o seu primeiro dia em São Paulo uma postura que certamente superou as expectativas de muitos torcedores. Impacto instantâneo dentro e fora de campo, participação direta na fuga do rebaixamento no ano passado e um título no currículo. Isso tudo em menos de um ano no Corinthians. E ainda assim, não vemos o neerlandês fazer pouco caso com o clube enquanto não está atuando.
Não estou aqui para ser advogado do Memphis, afinal, também acho que o atacante pode - e deve - render mais. Mas para os que acham que, por conta de uma cavadinha em um pênalti contra o Mirassol pela 8ª rodada do Brasileirão, ele é displicente ou não está nem aí para o Corinthians, recomendo que olhem para o outro lado do muro.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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