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O técnico que o Corinthians e a Fiel precisam após a saída de Carille
Mayara Munhoz

Jornalista, 33 anos, mãe do Joaquim. Faço parte do Meu Timão desde fevereiro de 2015. Hoje, sou a editora-chefe dessa loucura toda com muito prazer e amor.

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O técnico que o Corinthians e a Fiel precisam após a saída de Carille

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O técnico que o Corinthians e a Fiel precisam após a saída de Carille

Carille não conseguiu ser um líder nessa sua segunda passagem pelo Corinthians

Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão

No dia 16 de maio de 2019, mais de cinco meses atrás, eu escrevi a minha primeira coluna criticando Fábio Carille no ano. Na ocasião, ele tinha respondido um questionamento durante uma coletiva de maneira arrogante.

O treinador já não vinha aceitando ser questionado pelo que o Corinthians apresentava dentro de campo e era praticamente o começo da temporada.

"Você quer que isso mude, Carille? Quer que a gente pare de questionar? Faça o time jogar bola. Responda dentro de campo", foi o que escrevi na época.

Meses depois, em julho, voltei a falar sobre o trabalho do treinador. Dessa vez, critiquei a postura extremamente defensiva diante do CSA dentro da Arena Corinthians.

"Deu nem tempo de Love comemorar direito seu gol e Gabriel já estava ali na beira do gramado pronto para entrar. Carille, então, tirou um volante para o time criar mais, fez o gol e voltou outro volante para fechar e ficar com o resultado. O Corinthians, contra o CSA, em casa. É uma postura inaceitável para mim", foi a minha principal reclamação.

Ouvi de muitos, não só nos comentários mas também entre colegas de trabalho, que estava exagerando. Que Carille não era arrogante, que eu estava interpretando a postura dele de maneira errada. Que ele não estava deixando de fazer a equipe atacar.

De lá para cá, a situação piorou absurdamente. Para mim, o treinador se perdeu de vez após a coletiva em que criticou Pedrinho e Vital depois do jogo contra o Del Vale, na Arena. Tirar a culpa do desempenho do seu time e jogar nos mais jovens do time foi mais um sinal de sua extrema arrogância.

Eu voltei a falar sobre essa postura do agora ex-treinador há quase um mês. Na coluna, feita após o jogo contra o São Paulo, questionei como seria ter um chefe como Carille em seu trabalho.

Toda essa situação com Carille não começou só quando o time passou a jogar mal. O treinador já vinha dando indícios de que não estava conseguindo controlar o grupo e o seu trabalho há meses. Na apuração do Meu Timão, inclusive, os bastidores da sua demissão contaram que ele voltou outra pessoa para a segunda passagem e que muitos que dividiam o dia a dia com ele não gostavam de suas atitudes.

O trabalho do treinador não pode ser só dentro de campo, nos 90 minutos. Não pode ser só fazer um time jogar bonito ou fazer gols. O técnico de um time de futebol é mais que um professor, ele tem que ser um líder.

Carille não conseguiu ser isso nessa sua segunda passagem. Cometeu erros e não assumiu. Não foi bem na hora de encontrar justificativas para o que não estava funcionando. Pior ainda: criticou e apontou culpados dentro do seu grupo de comandados.

Fábio Carille, apesar de sua bonita história no clube, agora é passado. Por isso, aproveito a reflexão para falar sobre o próximo treinador. Não sei quem será. Acho que Tiago Nunes é um bom nome. Na verdade, estou na torcida para que seja ele.

Mas, independentemente de quem venha para assumir o Timão, uma coisa é essencial: é preciso ser um líder à altura do Corinthians. Um treinador que saiba trabalhar com o grupo, lidar com os mais jovens e também com os mais experientes. É preciso de alguém que vista a camisa e que sofra junto quando as coisas não estão certas. Quem lembra das vezes em que Tite gritou em coletivas puto com o próprio desempenho? Um líder não finge que está tudo bem, não elogia quando está tudo errado e depois, quando o barco afunda, coloca a culpa em outros.

O Corinthians precisa de alguém que, além de arrumar tudo dentro de campo, nos faça sentir orgulho de ser Corinthians novamente. Alguém que baita no peito e que nos faça sentir que estamos em boas mãos, mesmo após um derrota. Afinal, derrotas são normais no futebol. O que não pode ser normal é a apatia que dominou boa parte do grupo nos últimos meses por conta do treinador que não agia como líder.

O Corinthians merece um treinador que faça a torcida sentir prazer novamente em assistir aos jogos.

O Corinthians merece um líder que faça a torcida sentir orgulho novamente.

Quem é esse técnico para você, torcedor?

Veja mais em: Fábio Carille, Mercado da bola e Tite.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Jornalista, 33 anos, mãe do Joaquim. Faço parte do Meu Timão desde fevereiro de 2015. Hoje, sou a editora-chefe dessa loucura toda com muito prazer e amor.

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