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A minha (re)descoberta do Corinthians e sua rica história
Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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A minha (re)descoberta do Corinthians e sua rica história

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A minha (re)descoberta do Corinthians e sua rica história

Ídolo do Timão, Sócrates foi um dos pilares da Democracia Corinthiana e apareceu reinventado dentro de campo para mim

Foto: Divulgação

Fala, rapaziada. Não tenho escrito muito aqui no site recentemente, mas publiquei um dos trabalhos que mais gostei de fazer no sábado. Uma home especial sobre a pesquisa de assistências do Corinthians desde 1962, com os destaques inesperados e os números absurdos do Marcelinho Carioca. O resultado vocês já viram, mas queria falar sobre o processo.

Quando a pandemia chegou ao Brasil, fui designado a fazer um livro sobre outro assunto (demora mais um pouco, mas sai), fiquei afastado do dia a dia da redação e me embrenhei a fundo em pesquisas e entrevistas. Como não tenho saído de casa, porém, aproveitei o tempo "livre" para esse projeto (loucura) pessoal.

Inicialmente, queria saber quantos passes para gol Marcelinho Carioca havia distribuído como jogador do Corinthians. Peguei a lista de jogos do Almanaque do Timão e, partida a partida, pesquisei no YouTube para ver os gols. Alguns raros que não tinham registro matei lendo matérias de jornais e até sites.

Quando cheguei aos incríveis 180 passes para gol, me peguei pensando: será que alguém tem mais? Bom, aí deu-se início à loucura. Toca rever todos os jogos, anotar todos os passes e perceber que, de 90 para frente, não dava nem graça. Como já havia me acostumado a achar os assistentes nos jornais, fui indo a datas mais antigas.

Meu plano era cobrir, ao menos, a era Sócrates. Depois, cheguei a 70 e descobri Vaguinho como um grande passador. Aí pensei: "Seria demais ver todos os jogos do Rivellino". Dito e feito. Consegui cobrir um período que englobava dois dos maiores jogadores a vestir a camisa do Corinthians.

As pesquisas pós-expediente, que duravam cerca de uma hora, uma hora e meia, passaram a durar quatro, cinco horas. Me empolguei tanto que esqueci quanto material já tinha. E, ao ver que os anos de 1960 e 1961 estavam mal registrados, resolvi dar uma pausar e publicar essa fase inicial aqui no Meu Timão.

Revendo vídeos e matérias antigas, fiz várias descobertas. Neto era praticamente um atacante, Sócrates chegou a ser centroavante e Vaguinho era disparado o melhor jogador do time de 77. Rivellino, tão cobrado por decidir, lembra muito o estilo dos canhotos argentinos jogando. Sim, vários vídeos do Reizinho em sequência trazem uma natural conexão com o Messi.

Pretendo continuar esse levantamento. A ideia é chegar ao multicampeão time de Luizinho, Claudio e Baltazar, de 40/50, trio que aparece no topo quando se fala em gols marcados pelo clube. Um sonho utópico seria atingir a época do goleador Teleco, mas aí já acho impossível. Bom, contando que nunca haviam contado assistências do Corinthians antes de 2015, chegar até 1962 também não parecia coisa fácil.

Os inúmeros recortes e dados da pesquisa vão ser publicados aqui no Meu Timão, na coluna, nas notícias e até no meu Twitter. Gostaria de abrir espaço para vocês me dizerem quais dúvidas têm sobre o período e o que gostariam de saber sobre isso no futuro. Um abraço!

Veja mais em: História do Corinthians e Ídolos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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