O jogo mais corinthiano da história da Copa do Mundo
Opinião de Tomás Rosolino
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Zé Maria era um dos titulares do Brasil em 1974 e deu um passe para gol contra a Argentina
Foto: CBF
A Seleção Brasileira volta a atuar depois de quase um ano nesta semana e a casa será a Neo Química Arena, na sexta-feira, contra a Bolívia, pela primeira partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo do Catar. Por isso lembro aqui na coluna o jogo que considero o mais corinthiano da história das Copas do Mundo, objetivo final dos comandados de Tite.
E ele vem em grande estilo: Brasil x Argentina, na segunda fase da Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. O duelo, que manteve a equipe com chances de alcançar a final do torneio, culminou em um triunfo liderado pelo então camisa 10 da equipe e do Corinthians, Roberto Rivellino, e grande contribuição de Zé Maria, o Super Zé.
Disputado na cidade de Hannover, o embate reunía um Brasil crescendo na competição depois de um começo ruim. Do elenco tricampeão no México já não estavam Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Gérson, Tostão e, acima de tudo, Pelé. Cabia a Rivellino liderar a equipe na busca pelo tetra em meio a essa reformulação.
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Os dois primeiros jogos foram desanimadores, com empates sem gols diante de Escócia e Iugoslávia, mas uma vitória contra o Zaire assegurou a vaga na segunda fase. Para abrir o estágio seguinte, 1 a 0 sobre a forte Alemanha Oriental, em falta cobrada por Rivellino, e um confronto direto contra uma pressionada Argentina.
Em campo, o Brasil abriu o placar em outro gol de Rivellino, acertando forte chute rasteiro de fora da área, mas logo levou o empate. O tento decisivo veio no segundo tempo, em rara, porém precisa participação ofensiva de Zé Maria: roubou a bola no ataque, livrou-se de dois marcadores e cruzou na cabeça de Jairzinho para decretar o 2 a 1.
Ou seja, um gol e uma assistência de jogadores do Corinthians asseguraram uma vitória do Brasil sobre a Argentina na Copa do Mundo, eliminando os eternos rivais do maior torneio do planeta. Era o Timão no centro do universo do futebol, com dois ícones da sua história. Para os mais supersticiosos: o Brasil jogou de azul, sem os detalhes verdes da camisa amarela.
Infelizmente, o jogo seguinte foi uma derrota por 2 a 0 para a revolucionária Holande de Cuyff, que se classificou para a final do torneio. Mas a marca daquele triunfo permanece intacta.
Veja abaixo os gols daquele jogo na Copa de 1974:
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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