O Corinthians não precisa disso
Opinião de Tomás Rosolino
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Elenco faz o 'poropopó' com a Fiel
Foto: Wanderson Oliveira/ Meu Timão
Bastou o Corinthians praticamente zerar as chances de rebaixamento que começaram a surgir nomes ligados ao clube, do mais alto escalão do futebol, como Sérgio Ramos, aos que provocam saudades inexplicáveis, como Róger Guedes. Mas esse não é o momento de o corinthiano ficar pensando em quem vai chegar para 2025 - e, sim, fechar bem o seu 2024.
A vitória em Salvador foi enorme para as pretensões do clube e há chances reais de o Timão terminar o próximo domingo na zona de classificação para a Libertadores. Ainda assim, trabalha no fio da navalha e não pode relaxar até o final da competição. O momento é de foco total no clube para fechar esse ano que, em meio a traumas e emoções que valeram por uma década, pode deixar como legado a semente de um time vencedor.
Digo mais: é apenas a segunda vez nos últimos sete anos que eu começaria uma temporada satisfeito com o elenco que o Corinthians tem, precisando de apenas um ou outro ajuste para alçar voos maiores. A outra vez havia sido em 2021, que precedeu justamente o melhor ano dessa incômoda fila de títulos, com quartas de final da Libertadores, um Brasileiro inteiro no G4 e uma final de Copa do Brasil.
A base do time está montada e, para alegria de todos, não é para um tiro curto. Apenas dois jogadores titulares no 2 a 0 sobre o Palmeiras tinham mais de 30 anos, por exemplo. E eles eram os zagueiros André Ramalho (32) e Gustavo Henrique (31), justamente a posição que acredito ser o foco necessário para o ano que vem - independentemente do que tiver para disputar.
Todos os principais jogadores têm contratos por pelo menos mais duas temporadas e a torcida, aparentemente, já está se afeiçoando a essa equipe como há um bom tempo não acontecia. São eles, os que abraçaram até a ideia do porópopó depois do jogo, reforçados pontualmente por um ou outro nome, que terão a missão de fazer um 2025 melhor e mais vencedor.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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