Lázaro termina primeiro desafio como técnico do Corinthians com T maiúsculo
Análise de Victor Godoy
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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e no Meu Timão desde 2022. Corinthiano e, consequentemente, fã de futebol desde pequeno. Vivendo um sonho ao trabalhar com os dois ao mesmo tempo.
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Fernando Lázaro tem muito mais méritos do que deméritos como técnico do Corinthians até o momento
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
Chegou ao fim a primeira fase do Campeonato Paulista, consequentemente, o primeiro desafio de Fernando Lázaro como técnico. Pensando que esse foi o pontapé inicial desse trabalho efetivo do ex-analista no cargo, o saldo foi certamente mais positivo do que negativo.
Assim, vale analisar o início dessa “Era Fernando Lázaro” tanto com números quanto fora deles. A intenção desse texto é abordar o segundo tópico, avaliando quais foram os acertos do treinador até então.
Nos últimos anos, a Fiel e quem acompanha o Corinthians se acostumou a ver os tradicionais 4-3-3, 4-1-4-1, 4-2-3-1 ou variações pouco ousadas que não fugiriam desse padrão. Recentemente - mais específico com VP e Mancini - o time chegou a ser escalado com três zagueiros compondo a primeira linha e variando entre 3-4-3 e 3-5-2, mas talvez, para um time recheado de meio-campistas das mais diversas características, essas não fossem as escolhas mais eficientes.
Lázaro foi pelo lado da qualidade e preferiu montar um losango no cérebro da equipe. Houve algumas mudanças de posicionamento, como Giuliano passando a atuar mais como um segundo volante do que armador. Quando assimilada pelos jogadores, a alteração se mostrou efetiva e, além disso, potencializadora para jogadores como Róger Guedes, Renato Augusto, Adson e o próprio camisa 20. Os resultados são notórios, afinal, o Corinthians volta a ter um jogador podendo encerrar o Paulistão como artilheiro depois de 12 anos.
Não tem como sair da parte tática sem citar dois nomes: Roni e Adson. O primeiro foi o caso mais surpreendente, saindo de terceiro reserva a titular inquestionável, sendo seguro defensivamente e ofensivamente quando acionado. Além de ter melhorado a questão psicológica, cometendo menos erros e recebendo menos cartões. O desempenho está sendo tão convincente que até os companheiros apoiam sua sequência.
Quanto ao meia, acredito que tenha sido o maior dedo do Lázaro enquanto treinador. Inicialmente, quando ainda defendia as categorias de base do Timão, Adson atuava como meia ou ponta-direita jogando mais pelo centro do campo. Quando promovido, talvez por ter um biotipo mais franzino, nunca foi lançado na região central do campo, jogando todas as partidas como ponta tentando buscar a profundidade ou armar a equipe, mas sem percorrer o centro do campo. O atual técnico do Corinthians deu esse voto de confiança que Adson tanto precisava e tem correspondido a altura.
Um dos afazeres de um treinador é lidar diariamente com a imprensa e ter uma boa relação com ela faz parte das esferas para que sua imagem seja bem vista até mesmo com a torcida. O melhor exemplo pode ser o Meu Timão que você, meu caro leitor, sempre busca para se informar, certo?
No entanto, de tempos para cá alguns treinadores têm se importado cada vez menos com isso e protagonizado algumas cenas pavorosas. Isso vale tanto para os que começam a falar em outro idioma na coletiva quanto para os que nitidamente não sabem responder uma pergunta, citam sua conta bancária ao responder uma questão ou até batem boca com setoristas que só estão fazendo seu trabalho.
Lázaro não cometeu nenhum desses equívocos até o momento - e espero que assim siga. Em suas primeiras coletivas é notório seu nervosismo nas falas, mas as respostas sempre aparentam ser convictas da sua linha de pensamento quanto ao futebol. Ainda, está sendo muito honesto com os repórteres, sem nenhuma arrogância ou de se achar “dono da verdade”. Quando questionado, responde, sem fugas ou desonestidades, e é assim que deve ser.
Também não podemos esquecer que foi em suas primeiras semanas de trabalho que o Corinthians voltou a fazer um treino aberto à imprensa depois de 11 meses!
Por fim, tem alguns pequenos gestos que eram tradicionais no Parque São Jorge e que, especialmente pela mudança provocada por Vítor Pereira, foram esquecidas.
O caso mais simbólico e citado pelos próprios jogadores é essa questão do treinador ser um “paizão”. Entendo que são modelos de trabalho e o europeu, de modo geral, tem esse modo de lidar menos intimista, mantendo certa distância dos jogadores. No Brasil, porém, isso acontece na contramão e não é, necessariamente, errado, apenas diferente. Tite tinha esse aspecto e é um dos maiores treinadores da história do Corinthians. Da história recente, Carille, que foi o técnico que mais “deu certo”, também. Agora, Lázaro tem recuperado isso e a diferença de satisfação dentro da sua equipe é notória. E pensando que o técnico é o principal líder de uma equipe, isso faz grande diferença.
Outra pequena atitude pouco citada foi a presença do treinador na estreia do Timãozinho no Corinthians Sub-20. A base é o principal ativo de um clube, mas parece que esquecem isso em terras alvinegras. Além de mostrar uma preocupação com aqueles que vão representar o manto corinthiano no futuro, serve também como incentivo para esses jovens, que possivelmente passam a enxergar uma subida ao profissional com maior facilidade caso se destaquem.
Olhando de outra perspectiva, o trabalho ainda está em seu começo e precisa de algumas lapidações. O desempenho medíocre fora de casa e a dificuldade em bater de frente com rivais são pontos que podem trazer problemas a longo prazo.
Pessoalmente também me incomoda a pouca utilização de jogadores da base, mas entendo que foi uma estratégia que Lázaro adotou para que os principais atletas do elenco entendessem o que deveriam fazer em campo. Tendo isso em mente, espero que pelo menos os já integrados ao time profissional consigam acumular minutos em um futuro breve.
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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e no Meu Timão desde 2022. Corinthiano e, consequentemente, fã de futebol desde pequeno. Vivendo um sonho ao trabalhar com os dois ao mesmo tempo.
Sou favorável ao Fernando Lázaro como treinador do Corinthians, mas bastará não ganhar o paulista que choverão críticas a ele!
Bom trabalho, só precisa melhorar o desempenho fora de casa..
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Até o momento o trabalho do Fernando Lazaro me parece ser bom, afinal o time jogava muito mal e não conseguia nem mesmo empatar nos clássicos e isto mudou neste início de trabalhos.
Por enquanto falta a utilização de jogadores da base, espero que sejam bem aproveitados, pois temos ótimas promessas, Giovani, Pedro, G. Biro, Murilo, já são praticamente realidades, mas temos outros ainda mais jovens que prometem muito.
O Fernando precisa ter coragem e perceber os momentos certos para lançar cada um sem os colocar muita pressão.
Está fazendo um bom trabalho até o momento mais precisa melhorar bastante principalmente fora de casa.
T maiúsculo seria o quê!? T.esão
Imagina a cara das #$!@% s 100% VP vendo o trabalho do Lázaro dando certo..
Imagina quanto todos que voltaram recentemente do DM estiverem com total ritmo de jogo..
Vai Corinthians
Quando estava VP, o que se falava era: "ah, mas o time não tem padrão porque não tem peça de qualidade". Desde que Lázaro assumiu, o time ganhou minimamente um padrão de jogo, uma base de titular, com algumas poucas alterações em um jogo ou outro por necessidade. Não tem essa de que o jogador vai ficar cansado, não tem invenção de atacante jogar de lateral, de volante jogar de atacante ou de zagueiro jogar de meia, é o arroz com feijão e pronto. Os resultados estão vindo, mesmo sem contratações, ou seja, o time é o mesmo, e os resultados são outros - bem melhores, em resultados e em futebol jogado.