Retrato Fiel
Que sorte a nossa ser o futebol essa eterna história inacabada, essa incompletude cheia de bons encontros e de traumáticos desencontros também. Esse esporte-metáfora da vida, em que se vive de verdade tantos (senão todos) sentimentos, muitas vezes de uma vez só. Que sorte a nossa sermos Corinthianos, essa força de encruzilhada. No Corinthians os ventos fazem curva, viram redemoinhos de emoções. Somos este Exu gargalhando nas esquinas do mundo. Não é qualquer um que vira ídolo por aqui. Nem é qualquer um que vem parar nestas bandas vestindo esta camisa. Tanto quanto não é para qualquer um ter o Corinthians pulsando dentro do peito. Não nos entendam, nem tentem, porque não dá. Somos essa incoerência, esse paradoxo, esse turbilhão de sentimentos e emoções. Sorte a nossa! E sorte a nossa também por termos tantos bons interpretes dessa nossa complexidade. Sorte a nossa termos Rincón. Sorte a nossa poder ler o Rafael Castilho!
em Post > É preciso amar (e perdoar) como se não houvesse amanhã

