+ Dtarzo +
Aqui vai meu relato desse ano histórico. Após ir a todos os jogos em SP, eu, com meus 16 anos na época, não tinha a menor esperança de ir para o RJ. Mas meu pai, que me levara tantos anos antes, em 1990, no Morumbi, e me 'batizado' em um estádio, falou: 'Vá até o centro, na República, pegar uma documentação para mim.' Fui, de busão, lendo meu Lance. Peguei o envelope e voltei. Ao chegar em casa, ele me fala: 'Aqui estão nossos ingressos e a ponte aérea SP-Rio.' Cheguei a cair de joelhos e chorar de alegria. E lá fomos nós.
Chegamos no Galeão (onde colocamos a camisa no busto que tem do mesmo no saguão do aeroporto). Entretanto, o jogo era numa sexta-feira, às 20h30. Devemos ter chegado por volta das 18h, e o RJ estava parado. Tínhamos um fretado (busão) esperando os torcedores que haviam fechado aquele pacote. Obviamente, depois de quase uma hora e meia, não havíamos saído do lugar e decidimos todos (uns 40 cabeças) ir de metrô. Hoje em dia, tenho consciência do perigo que corremos. Naquela galera tinha muito idoso e criança, mas enfim, chegamos atrasados na alça de acesso ao Maracanã. Foi emocionante, apesar de passar por um grupo de torcedores com camisas da Força Jovem do Vasco e alguns com a camisa da Mancha Verde. Mas eles viram que nosso grupo era mais de lazer do que de guerra e nos ignoraram, apenas com alguns xingamentos. Normal.
Ao entrar, mais uma vez fui de joelhos ao passar pela catraca. Quando entramos, o Ricardinho estava sendo substituído pelo Edu Gaspar. Nunca esqueço... Se não me engano, o Ricardinho estava baleado. O jogo foi puro nervosismo. Enfrentar Romário e Edmundo no terreiro deles era pressão demais. Mas, falando em pressão, quem esteve naquela noite distante do dia 14 de janeiro de 2000 ouviu o melhor 'Poderoso Timão' de toda a história. Que pressão e cadência colocamos naquele jogo. A torcida do Coringão em caravana é embaçada, não tem nenhuma que chegue perto.
Nossos ingressos eram no setor inferior, e me lembro do som de explosão quando o Marcelinho errou o pênalti... Parecia que tinha caído uma bomba. Mas o melhor estava reservado para o final, nas mãos do nosso monstro sagrado, Dida! Perdi a noção de tudo e invadi o campo sob os gritos desesperados do meu pai. Quando voltei, quase apanhei dele, mas, ao invés disso, nos abraçamos e choramos por aquela viagem
Chegamos no Galeão (onde colocamos a camisa no busto que tem do mesmo no saguão do aeroporto). Entretanto, o jogo era numa sexta-feira, às 20h30. Devemos ter chegado por volta das 18h, e o RJ estava parado. Tínhamos um fretado (busão) esperando os torcedores que haviam fechado aquele pacote. Obviamente, depois de quase uma hora e meia, não havíamos saído do lugar e decidimos todos (uns 40 cabeças) ir de metrô. Hoje em dia, tenho consciência do perigo que corremos. Naquela galera tinha muito idoso e criança, mas enfim, chegamos atrasados na alça de acesso ao Maracanã. Foi emocionante, apesar de passar por um grupo de torcedores com camisas da Força Jovem do Vasco e alguns com a camisa da Mancha Verde. Mas eles viram que nosso grupo era mais de lazer do que de guerra e nos ignoraram, apenas com alguns xingamentos. Normal.
Ao entrar, mais uma vez fui de joelhos ao passar pela catraca. Quando entramos, o Ricardinho estava sendo substituído pelo Edu Gaspar. Nunca esqueço... Se não me engano, o Ricardinho estava baleado. O jogo foi puro nervosismo. Enfrentar Romário e Edmundo no terreiro deles era pressão demais. Mas, falando em pressão, quem esteve naquela noite distante do dia 14 de janeiro de 2000 ouviu o melhor 'Poderoso Timão' de toda a história. Que pressão e cadência colocamos naquele jogo. A torcida do Coringão em caravana é embaçada, não tem nenhuma que chegue perto.
Nossos ingressos eram no setor inferior, e me lembro do som de explosão quando o Marcelinho errou o pênalti... Parecia que tinha caído uma bomba. Mas o melhor estava reservado para o final, nas mãos do nosso monstro sagrado, Dida! Perdi a noção de tudo e invadi o campo sob os gritos desesperados do meu pai. Quando voltei, quase apanhei dele, mas, ao invés disso, nos abraçamos e choramos por aquela viagem
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