Helio Konishi
Excelente artigo.
Antes de Hugo Souza, já tivemos Dida, e Ronaldo Giovanelli, outros gigantes negros que eu tive a sorte de ver jogando.
Giovanelli quase não teve chances na seleção, pois preferiu fazer história no Timão, numa época que ainda não era comum o Brasil exportar goleiros de primeira grandeza. Apesar de titular absoluto por uma era inteira, também era vítima de comentários sobre sua estabilidade emocional.
Dida teve que sair do Brasil para ser reconhecido. Brilhou por muitos anos pelo Milan, time do país do nosso atual técnico da seleção, para conseguir ser titular na canarinho. Os comentários sobre sua "frieza" dizem também muito sobre o racismo brasileiro, pois ele seria uma espécie de "exceção" à regra da "raça". Esse discurso da "exceção" também grassou em solo racista, para justificar a presença inquestionável dele na seleção.
Por essas e outras, torço para que Hugo fique o máximo de tempo no Timão, mas entenderei se ele for para um time de primeira linha na Europa.
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