Corinthians peca na defesa contra o Bauru e fecha primeira fase com derrota no Paulista de Basquete
Na noite desta quarta-feira, o Corinthians entrou em quadra pela décima e última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista de Basquete. Em duelo disputado no Ginásio Wlamir Marques, o Timão foi derrotado pelo Bauru Basket, por 85 a 68.
No primeiro tempo, os comandados de Jece Leite tiveram dificuldades para conter o ataque do rival, que se mostrou eficiente tanto no garrafão quanto nos arremessos de longa distância. Apesar de algumas tentativas de reação, com cestas de Munford, Victão e Elinho, a equipe alvinegra perdeu rebotes e oportunidades de ataque, permitindo que o adversário mantivesse o controle do placar. O Bauru ampliou a vantagem explorando contra-ataques e tiros de fora, enquanto o Timão acertava apenas 10% das tentativas de três pontos. Momentos de reação reduziram a diferença de 14 para nove pontos, mas os adversários responderam prontamente, garantindo uma liderança confortável.
No segundo tempo, o Corinthians chegou a impor ritmo no início do terceiro quarto, aproveitando falhas do Bauru e diminuindo a desvantagem para dez pontos. No entanto, a defesa alvinegra não conseguiu conter o ataque rival, que explorou bem o garrafão e manteve a vantagem. No último período, o Timão até apresentou bom desempenho ofensivo, mas não sustentou a intensidade e viu o Bauru se impor fisicamente, recuperar bolas com facilidade e transformar em pontos. Assim, os visitantes controlaram o jogo até o fim e confirmaram a vitória sem sustos.
E agora, Fiel? - Com a derrota, o Timão finaliza a primeira fase do Estadual na terceira colocação. Agora, o Timão integra o grupo A da fase de Realinhamento, ao lado de Sesi Franca, São José, Mogi e o próprio Bauru.
Nesta nova etapa, o torneio é dividido em dois grupos, com as equipes se enfrentando entre si em turno único. A classificação final do grupo A definirá os cruzamentos dos playoffs. Já no grupo B, apenas os três melhores avançam para o mata-mata.
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Escalação
Jece Leite teve duas baixas para a partida desta quarta-feira. Cauê Borges e Elyjah Clark foram poupados por problemas físicos. Com isso, o Corinthians iniciou o duelo com a seguinte equipe: Elinho, Davaunta Thomas, Munford, Victão e Gabriel Novaes.
As opções no banco de reserva foram: Tico Faria, Alisson, Lucas Cardoso, Lucas Cauê, Kaique, Kauan e Jamelão.
O Bauru, por sua vez, foi à quadra com: Gemerson Barbosa, Pedro Infante, Daniel Lima, Wesley Mogi e Augusto dos Anjos.
O jogo
Primeiro quarto
O Corinthians começou a partida em desvantagem após sofrer os dois primeiros pontos com uma bandeja de Augusto no garrafão. Logo depois, Pedro Infante ampliou para o adversário em um arremesso de média distância. A reação alvinegra veio rapidamente: no segundo minuto, Munford converteu uma bola de três pontos e, em seguida, Victão marcou em dois lances livres, virando o placar.
Apesar da virada inicial, os comandados de Jece Leite mostraram dificuldades para ajustar a marcação nos contra-ataques rápidos do rival. Ao mesmo tempo, o ataque corinthiano também levava perigo, mantendo equilíbrio no início do confronto. Ambos os times aproveitavam bem suas oportunidades ofensivas.
Na metade do primeiro quarto, o Timão começou a ceder mais espaços ao rival, principalmente nos rebotes dentro do garrafão. O Bauru se impôs fisicamente e recuperava a posse com facilidade, transformando essa superioridade em pontos e abrindo uma vantagem para quatro no marcador.
Mesmo após o pedido de tempo técnico de Jece Leite, o cenário não mudou. Os alvinegros continuavam errando passes importantes na região pintada e desperdiçando chances claras de ataque. O rival aproveitava a instabilidade alvinegra e controlava o ritmo da partida com segurança.
Nos minutos finais do período, o Corinthians ainda tentou reagir. Elinho e Victão marcaram em sequência, dando novo ânimo à equipe. Porém, a defesa não conseguiu conter o jovem ataque adversário, que manteve o domínio e fechou o quarto inicial com o placar em 18 a 11 para o adversário.
Segundo quarto
O período começou de forma semelhante ao primeiro, com o Bauru abrindo o placar. A defesa do Corinthians não conseguia parar o jovem ataque adversário, que movimentava a bola com facilidade no garrafão e apresentava ótimo aproveitamento nos arremessos de longa distância.
O contraste entre os ataques se tornou ainda mais evidente. Enquanto o Timão tinha dificuldades para converter suas tentativas, acertando apenas 10% dos arremessos de três, o Bauru explorava contra-ataques e arremessos longos, marcando pontos com grande eficiência e dominando o período.
Em um momento rápido, a equipe alvinegra conseguiu reduzir a diferença no placar de 14 para nove pontos, dando sinais de reação. No entanto, os rivais responderam prontamente, mantendo a eficácia nos arremessos e ampliando novamente a vantagem.
O Bauru aproveitou o ritmo elevado e a eficiência nos tiros de fora para se manter confortável no marcador. A equipe corinthiana, apesar de se esforçar, não conseguia diminuir de forma consistente a diferença pontual.
Com o fim do segundo quarto, o Timão foi para o intervalo com 15 pontos de desvantagem, mostrando que ainda teria muito trabalho pela frente. O placar marcava 29 a 44 a favor do Bauru, deixando claro o domínio adversário até o momento.
Terceiro quarto
O Corinthians voltou para o segundo tempo mostrando intensidade e anotou o primeiro ponto com Thomas em lance livre. A equipe aproveitou um momento de falhas do Bauru para crescer ofensivamente, explorando melhor os arremessos de três e as infiltrações no garrafão. Assim, conseguiu reduzir a diferença no placar para dez pontos, reacendendo a esperança de reação.
Apesar do bom desempenho ofensivo do Timão, o adversário manteve o controle do jogo. O Bauru se aproveitou dos espaços deixados pela defesa alvinegra, especialmente nos contra-ataques, e mostrou eficiência nas finalizações próximas ao garrafão. Dessa forma, impediu que o Corinthians conseguisse diminuir a desvantagem para menos de dez pontos.
No decorrer do período, a equipe da casa seguiu insistindo no ataque e criando boas oportunidades. No entanto, a dificuldade em se organizar defensivamente continuava a pesar, já que o Bauru mantinha alta precisão nas jogadas ofensivas, ampliando a confiança dentro de quadra.
Os minutos finais foram marcados por uma intensa troca de cestas entre as equipes. O Corinthians conseguiu manter o bom desempenho no ataque, mas seguia sem soluções para parar o ímpeto ofensivo do rival. O equilíbrio momentâneo do jogo não foi suficiente para reduzir a distância no marcador.
A defesa alvinegra sofreu especialmente com as jogadas de Alex Garcia, que comandou o ataque do Bauru com grande eficiência. O veterano foi protagonista nas últimas posses, garantindo a manutenção da vantagem da equipe visitante. O período terminou com o placar em 65 a 52, mantendo o Corinthians atrás por 13 pontos.
Último quarto
O último quarto começou com o Bauru inaugurando o placar e mantendo o ritmo forte. A defesa do Corinthians novamente encontrou dificuldades para conter o adversário, que movimentava bem a bola no garrafão e aproveitava com eficiência os lances livres. Rapidamente, a diferença voltou a ser de 14 pontos, deixando o Timão em situação complicada.
Mesmo quando o ataque alvinegro conseguiu encontrar alternativas, o Bauru não perdeu o controle do jogo. Os visitantes exploravam os espaços deixados na defesa corinthiana e, com transições rápidas, mantinham o domínio da partida. A boa execução das finalizações próximas ao garrafão foi determinante para segurar a vantagem.
Na reta final, o Corinthians reduziu o ímpeto ofensivo, consciente de que uma virada seria muito difícil com apenas três minutos restantes. A equipe ainda buscou algumas jogadas de ataque, mas não conseguiu manter a mesma intensidade diante do adversário mais sólido defensivamente.
O Bauru, por sua vez, seguiu impondo força física e manteve a consistência em quadra. Recuperava a posse de bola com facilidade e transformava essa vantagem em pontos importantes, administrando o placar com tranquilidade até o fim da partida.
Assim, o Corinthians encerrou o confronto sem conseguir reverter a desvantagem construída ao longo dos períodos anteriores. A eficiência ofensiva do rival, somada às falhas defensivas alvinegras, fez com que o Bauru confirmasse a vitória com autoridade, reforçando sua superioridade nos momentos decisivos.