Corinthians vence o Mogi Basquete em jogo apertado e embala seis vitórias seguidas no NBB
O Corinthians emendou sua sexta vitória consecutiva no Novo Basquete Brasil (NBB). Neste domingo, a equipe de Jece Leite venceu o Mogi Basquete por 70 a 67, no Ginásio Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes, pela décima rodada da competição.
Depois de um início dominante, com ótima atuação coletiva e controle do placar nos dois primeiros quartos, o Timão viu o Mogi reagir, crescer no fim do terceiro período e transformar o duelo em um drama no quarto final.
Na reta decisiva, o Corinthians chegou a estar perto de sofrer uma virada, mas contou com a experiência de Elinho, o protagonismo de Clark e uma defesa firme nos segundos finais para segurar o triunfo apertado.
Com o resultado, a equipe do Parque São Jorge chegou ao sexto triunfo seguido em dez jogos disputados no torneio nacional. Os comandados de Jece Leite ocupam agora a quarta colocação da tabela, com 19 pontos conquistados.
Anota aí, Fiel! - O Corinthians retorna às quadras apenas no dia 3 de dezembro, quando enfrenta o Franca Basquete pela 11ª rodada do NBB. A bola sobe às 19h no Pedrocão, em Franca.
Escalação
A equipe de Jece Leite começou o confronto com: Davaunta Thomas, Elinho, Elyjah Clark, Gabriel Novaes e Raymundo.
As opções no banco de reserva foram: Tico Faria, Alisson Venancio, Lucas Cardoso, Lucas Cauê, Munford, Kaique e Jamelão.
O Mogi Basquete, do técnico Fernando Penna, foi à quadra com: Ruivo, Menca, Anderson, Paulo e Dikembe.
O jogo
Primeiro quarto
O primeiro quarto começou quente em Mogi das Cruzes, com o time da casa abrindo o placar e forçando o Corinthians a responder rapidamente. Os primeiros pontos alvinegros vieram em lances livres, mantendo o início equilibrado em 3 a 3.
O Mogi encaixou uma bola de três logo na sequência, mas Clark entrou em cena para o Timão: primeiro, converteu uma grande jogada no garrafão com direito a falta; depois, acertou uma bola de três que colocou o Corinthians na liderança pela primeira vez — 11 a 8. A partir daí, o jogo mudou de figura.
O Mogi passou a acumular ataques improdutivos, errando seguidas descidas, enquanto o Timão dominava o ritmo. A defesa alvinegra encaixou, recuperou bolas e abriu caminho para transições e arremessos livres convertidos.
Clark seguia como protagonista, distribuindo e pontuando. Quando o placar chegou a 16 a 8, o técnico do Mogi foi obrigado a parar o jogo. A equipe da casa continuava sem se encontrar, enquanto o Corinthians fluía no ataque, construindo uma vantagem que chegou a 13 pontos.
Mas, nos minutos finais, veio a oscilação: o Timão diminuiu a intensidade, permitiu aproximação do rival e deixou o Mogi reduzir a distância. Apesar da queda, o Corinthians fechou o período em vantagem: 23 a 17.
Segundo quarto
O segundo período começou com o Mogi retomando exatamente de onde parou no fim do primeiro quarto: intenso, agressivo e dominante nas primeiras posses. O Corinthians não conseguiu manter a efetividade inicial, errou ataques consecutivos e viu a vantagem diminuir rapidamente — 26 a 23.
A reação do adversário forçou Jece Leite a pedir tempo, já que o momento era todo do time da casa. A pressão seguia, o Mogi empurrava o Corinthians para trás e a bola alvinegra simplesmente não caía. Até que Elinho, em arremesso de três, conseguiu desafogar a equipe e recolocar o Timão nos trilhos: 29 a 25.
O Corinthians voltou melhor após a parada técnica e reorganizou sua defesa, retomando o controle sobre as ações ofensivas. A equipe acelerou o ritmo, encaixou transições e abriu novamente vantagem — 31 a 25.
Em contra-ataque rápido e muito bem trabalhado, o Timão ampliou para 33 a 25, o que obrigou o técnico Fernando Penna a parar o jogo. A partir daí, o duelo ficou mais aberto e equilibrado, com as duas equipes convertendo bem suas chegadas ao ataque.
Mesmo assim, o Corinthians mantinha leve superioridade no acumulado do período, explorando bem sua movimentação coletiva. No finalzinho, o Timão sustentou a posse no campo ofensivo e aumentou a diferença, fechando a primeira metade da partida novamente confortável no placar: 41 a 33.
Terceiro quarto
O terceiro período começou em um ritmo bem mais baixo, com as duas equipes cadenciando e encontrando dificuldades para pontuar. O Corinthians, inclusive, levou alguns minutos até conseguir sua primeira cesta. Ela veio apenas aos quatro minutos, em transição rápida após desatenção da defesa mogiana — 43 a 37.
O jogo era mais travado, mas o Timão conseguiu acelerar em momentos pontuais. Depois de um toco espetacular de Clark, Elinho converteu uma bela bola de três e devolveu certa tranquilidade ao time, ampliando a vantagem para 46 a 39.
Clark continuou dominante, mostrando repertório e confiança para pontuar, enquanto o Mogi sofria para fazer sua bola cair. O Corinthians aproveitou esse cenário e abriu ainda mais: Davaunta Thomas converteu uma linda cesta de três, sofreu a falta e completou a jogada de quatro pontos — 52 a 39.
Mas o ritmo caiu. A partir daí, o Mogi reencontrou força e intensidade e, gradualmente, foi diminuindo a diferença. O Corinthians estacionou nos 55 pontos, sofreu com quedas de energia e permitiu que o time da casa crescesse. A reação mogiana foi forte: saiu dos 39 pontos para 49 rapidamente, colocando o Timão em alerta.
A pressão se intensificou no fim do período, com o Corinthians tentando resistir como podia. Após a bola de Davaunta não cair, o Mogi sofreu faltas em sequência e converteu os lances livres. Na última posse do quarto, um passe fantástico atravessando a quadra encontrou Davaunta Thomas, que só completou para o aro.
O Corinthians, que chegou a ter ampla vantagem, fechou o quarto ainda na frente, mas vendo o adversário mais vivo no jogo: 57 a 51.
Último quarto
O último quarto começou elétrico, com Corinthians e Mogi acelerando o ritmo e convertendo suas primeiras descidas. O Timão abriu 62 a 55 após uma cravada de Raymundo que obrigou o técnico do Mogi a parar o jogo. A intensidade seguiu alta, mas o duelo continuava completamente em aberto.
No meio do período, as equipes se alternavam em boas ações ofensivas e defensivas, mantendo o placar apertado. Quando o Mogi aumentou a pressão e reduziu a diferença para quatro pontos, Jece Leite reagiu pedindo tempo — 64 a 60. O pedido surtiu efeito imediato: Elinho voltou à quadra e converteu uma cesta que trouxe calma ao Corinthians, fazendo 66 a 60.
Mas o Mogi respondeu rapidamente com uma bola de três e encostou de vez no jogo — 66 a 63. O Corinthians, por sua vez, sofreu para pontuar em suas posses seguintes e viu o adversário acreditar na virada, diminuindo para 66 a 65.
A reta final foi dramática. Depois de algumas tentativas desperdiçadas, o Timão voltou a respirar com Clark, que converteu uma cesta difícil, sofreu a falta e garantiu três pontos fundamentais. Mesmo assim, o Mogi não desistiu e pontuou em rebote ofensivo, pressionando até o último segundo — 69 a 67.
No lance derradeiro, uma falta cometida pelo Corinthians deu ao Mogi a chance de empatar, mas os dois arremessos foram desperdiçados, e o Timão pontuou mais uma vez e segurou a vitória fora de casa por 70 a 67, conquistando seu sexto triunfo consecutivo no NBB.