Gabriel diz que lance de gol no clássico não deve se repetir e revela incômodo
8.2 mil visualizações 28 comentários Reportar erro
Por Vinícius Souza
Gabriel comemora segundo gol da vitória sobre o São Paulo
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Enquanto se vê em ascendência sob o comando de Fábio Carille, Gabriel entende que o gol marcado por ele no clássico contra o São Paulo, o segundo do Timão na vitória por 3 a 2, é exceção. O volante concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco alvinegro ao CT Joaquim Grava, e explicou que o lance não deve se repetir. Não por ele pisar na área com menor ou maior frequência, mas porque a equipe não costuma atacar com Gabriel e Maycon ao mesmo tempo, como ocorreu no Majestoso.
“Acredito que nossa forma de jogo não mudou do começo de ano para agora, mas o time está mais confiante, com a bola no pé tem mais mobilidade. Nesse lance do gol, o Jô rouba a bola do Maicon, com o São Paulo exposto, então eu pensei em correr para dentro da área por ser contra-ataque”, disse Gabriel.
Primeiro homem do meio de campo do Corinthians, o camisa 5 é ciente de que precisa defender antes de atacar. Até por isso, deixa a obrigação de ser o homem surpresa do Timão para o outro volante. “Mas será difícil ver eu e Maycon dentro da área na mesma jogada, foi um lance atípico em que fui feliz por acompanhar a jogada até o fim, Maycon foi importante, senão o Lucão teria tirado”, explicou.
Leia também:
Balbuena defende agente, garante não ter vontade de sair do Corinthians, mas deixa futuro aberto
Com quatro do Sub-20, reservas do Corinthians treinam no CT; Léo Jabá brilha
Apesar da vitória e da manutenção de uma longa invencibilidade, agora composta por 19 partidas, Gabriel demonstrou incômodo com o fato de a equipe ter sofrido quatro gols nos últimos dois jogos. Para o meia, requer atenção, mas nada que tire o sono do grupo e do treinador.
“A gente sabe que se fizermos mais gols, a probabilidade de ganhar será maior e a equipe tem qualidade para isso, está mostrando. Com a confiança e o momento que vivemos, temos que aproveitar. Os quatro gols sofridos incomodam, mesmo que dois estejam impedidos. Nossa equipe, mesmo tomando esses gols, sofre pouco, não é por isso que está tudo errado. Corrigir um detalhe ou outro, mas o sistema e a organização não podem mudar, porque o ataque está sendo produtivo”, declarou o jogador, que tratou de pôr os pés no chão após a quinta vitória consecutiva do time no Brasileirão.
“Acredito que está muito cedo. Deixamos a empolgação para a torcida, e isso é bom, porque eles dão moral à equipe, apoiam do início ao fim. Faltam 32 rodadas ainda para o final, tem muita coisa. Temos que manter jogo a jogo, pensando, com pés no chão, humildade de sempre. Aproveitando, como o Balbuena falou, é importante falar da equipe mantendo o nível de qualidade, o padrão e a organização. O grupo está forte para esse ano”, concluiu.
