Fábio Carvalho
Assisti o vídeo da analise do attlettickow. Não inteiro, confesso. E acelerei a reprodução em 1.5 rsrsrsrs
Por que? Porque até sei la quanto tempo de vídeo ele estava floreando a explicação de duas linhas de quatro, algo que já é usado pelos argentinos desde... Sempre... Rsrs... E por italianos também...
O Corinthians de Carille também usava duas linhas na base do raciocínio tático. O que aconteceu é que Carille voltou soberbo e começou a recuar ainda mais pra não perder jogo de forma alguma. Então os dois atacantes que fariam a pressão na frente não existiram, ficando às vezes com nenhum, e ele obrigava o meia a voltar na linha mais recuada, muitas vezes defendendo no incrível 4-6-0. Rsrsrsrs
No próprio vídeo você vê que o time paranaense fica com DOIS volantes na saída de jogo, e não só um como no vídeo do Corinthians Scouts falando sobre Ralf, o que muda completamente não só a saída como a analise a ser feita em cima do desempenho deste único volante.
O time de Nunes joga como um monte de times europeus jogam. A diferença está mais na aplicação tática dos jogadores do que em alguma genialidade inventiva por parte do seu treinador. O mérito é fazer os caras desempenharem suas funções. Em um elenco de desconhecidos ou com poucos medalhões é mais fácil fazer isso, e não à toa não só ele, Nunes, como Renight conseguiu fazer até um time com Cortês e Edílson ser campeão da Libertadores. POr isso me surpreendi com Jorge Jesus colocando ordem no VARmengo e fazendo aquele monte de gente jogar por ele. Mano conseguiu isso por duas ou três temporadas nas marias de Minas até que exauriu. O resultado a gente sabe qual foi.
Curioso no vídeo é que às vezes ele briga com a imagem. Na parte em que ele fala da zaga exposta passa um vídeo de um gol do Grêmio onde toda a defesa do time paranaense está postada. Acho que são bem uns 6 ou 7 contra dois ou três. Não é zaga exposta, cara... É falha técnica... Rsrsrs
A mania de emplacar terminhos também me irrita em especial. Rsrs 'Zona de Guerra'? Ah vá... Rsrsrs
Falei do vídeo que te mandaria e cá está. Espero que o seu inglês esteja em dia. Rsrs
em Bate-Papo da Torcida > O que os técnicos Guardiola e Tiago Nunes têm em comum?
Em citação ao post:
Você parece se apegar bastante aos números e desconsiderar outros fatores inerentes ao futebol. Esse não é o estilo de analise que eu faço.
Assisti todos os jogos do Corinthians na atual temporada e posso te falar que o Corinthians teve substancial melhora quando Gabriel entrou no time no lugar de Ralf. Apesar de mesmo assim ambos ainda estarem longe das características que Nunes procura para posição.
O nosso Pitbull na saída de bola inúmeras vezes durante a partida se escondia na primeira linha de marcação adversária, diminuindo assim as opções de passe do companheiro que está sem a bola. Em diversos momentos a responsabilidade da saída de bola que deveria ser dele era transferida pra Manoel, que por consequência optava pelo chutão devido a falta de qualidade. Os times adversários já sabendo das limitações de Ralf, Manoel e Avelar com a bola nos pés e na movimentação sem a bola o que faziam? Fechavam a única válvula de escape da equipe, marcando pressão em cima de Fagner e Pedrinho. Resultado de tudo isso? Inúmeras perdas da posse de bola ainda no campo de defesa e falta de criatividade no meio já que a bola nunca chegava limpa e sempre espirrada. Não que Gabriel ou Richard sejam um primor, porém oferecem um pouco mais de dinâmica na movimentação para serem encontrados como opção de passe. Veja abaixo um vídeo que o Corinthians Scouts fez e exemplifica bem o que eu estou dizendo.
Quer você goste quer não, Gabriel, Richard, Camacho e Cantillo são melhores que Ralf no quesito achar espaço através de movimentação e passar a bola entre linhas de marcação.
Quanto ao Athletico Paranaense, Nunes costumava recuar Lucho até a linha de zaga e posiciona-lo entre os zagueiros para fazer a função de libero e atuar desafogando o time nas saídas de bola.
Bruno Guimarães foi adiantado e tinha como principal função receber essa bola de Lucho e conduzi-la até o campo adversário. Quando sem a bola infiltrava no campo adversário se tornando um elemento surpresa para finalizar ou achar alguém em condições de finalização.
Aos 11 min desse vídeo é analisado o estilo de saída de bola que Nunes trabalha em suas equipes e como as jogadas são construídas desde os homens de defesa. É possível ver também que o bloco de meio campistas por vezes se posiciona de maneira muito avançada de forma que proporcione tabelas rápidas. Logo, é essencial que esses jogadores tenham intimidade com a bola quando estiverem com ela nos pés.
Camacho em sua passagem pelo Corinthians era um jogador que nem fedia e nem cheirava, longe de ser a draga que você se referiu. Apesar de eu concordar que estava distante de oferecer as demandas que a equipe necessitava naquela situação. Todavia é importante salientar que naquele cenário as caracteristicas dele não se encaixavam ao esquema tático de Carille, que presava por uma marcação mais baixa e homens com mais pegada de xerifão a frente da zaga pra fortalecer o sistema defensivo, dar cobertura aos laterais que apoiavam bastante e matar contra-ataques adversários. Mas a realidade agora é outra!
A respeito de ele ser titular ou não no Athletico, aqui vai um link:
Obviamente ele não era intocável e em alguns momentos até mesmo foi reserva, porém era peça importante dentro de esquema de jogo do nosso novo treinador.
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Você menospreza o papel de uma boa saída de bola a partir do goleiro, dando a entender que eu disse que equipes de ponta europeias só foram campeãs devido a esse fator. Você utilizou-se da falacia do espantalho para distorcer totalmente meu argumento. Então vamos lá, serei claro talvez assim você entenda.
Aproveitando-me do exemplo que você trouxe, Salah, Mané e Firmino não deixaram de ter o protagonismo por conta da boa saída de bola do goleiro Alisson. Todavia é inegável que este aspecto ajudou bastante a equipe, fazendo assim parte de uma engrenagem maior. Esses não são fatores excludentes!
Eu sei muito bem que Ronaldo já sabia jogar bastante com os pés la nos anos 90. Como falei em uma resposta que te dei anteriormente, o futebol é cíclico. Muitos conceitos que eram utilizados nos anos 70,80,90 podem ser reaproveitados e aperfeiçoados agora. Não entendi muito bem pq você fez questão de trazer isso ao debate.
Ao que me parece sua análise sobre a importância de Ralf ao elenco parte mais de um fator passional do que racional. Sendo assim, não tenho mais o que contrapor a sua opinião.


