André Godeiro
Tópico sensacional.
Parafraseando Bruce Lee, esse elenco precisa 'ser como água', se adaptando ao novo modelo que o VP quer implementar.
em Bate-Papo da Torcida > Renato Augusto e a torre de Babel
Em resposta ao tópico:
Quero deixar claro que a intenção desse tópico não é tirar grandes conclusões baseado nessa partida apenas.
Na história bíblica todos os povos falavam a mesma língua e quando encontraram uma grande planície em Sinear decidiram construir uma torre que alcançasse o céu. Deus interferiu confundindo a língua dos homens e o projeto fracassou. Uma das lições é que para ser bem sucedido, você precisa ter todos no grupo falando a mesma língua. Quando não falam a mesma língua é óbvio, ninguém se entende.
Renato Augusto nessa entrevista deu as respostas óbvias de falta de tempo e preparação, mas em dado momento comentou que talvez o time deveria jogar fora de casa de maneira diferente em clara contradição com o que declaradamente pretende o treinador.
Nós agimos em conformidade com aquilo que acreditamos, não há escapatória. Se você não acredita que seja melhor fazer A em vez de fazer B, você precisa lutar contra seus instintos para obedecer o comando de fazer A, pois isso vai contra sua leitura e isso gera indecisão.
O time não consegue subir as linhas e marcar pressão com competência, por falta de treino e adaptação física à nova preparação, mas por falta de confiança também, por receio de fazer algo que não é natural à sua maneira de jogar e ter que arcar com as consequências de falhar e aí parece que o time não é bem treinado.
Seja qual for a forma de jogar, é necessário que todos estejam remando na mesma direção e, quem não conseguir, precisa dar lugar a outro. Porque o jogador não é mais importante que o clube.
E o Vítor precisa ter coragem para promover as mudanças que precisa, embora nesse sentido, seja severamente limitado pela capacidade dos reservas.