Daniel D
Aí vamos entrar na discussão do que é antítese para você, mas excluindo isso, acho que o senhor não pegou a sacada já que novamente veio com a maleta das características, qual a característica que permite Igor Gomes ser o homem de marcação, Mané fazer o nove no Liverpool, Rony nove no rival, Gabigol participar mais da criação do que da finalização de jogadas no Flamengo. O ponto (que não era tão difícil de se entender) no texto todo é sobre a vontade de se adequar ao time (nessa parte discordamos e muito, técnico dá as instruções e o jogador as executa), Gabriel nunca foi e não tem a qualidade de um Arrascaeta/Renato pra ser o criado, Igor Gomes em toda a vida foi um jogador que controlava mais perto da área e Rony e Mané espero que sejam autoexplicativos seus motivos.
Se ele vai conseguir fazer o pivô? Ele tem 1.83, qualquer um com essa altura consegue brigar pela bola, vai brigar com os zagueiros? Gabigol tem menos físico que ele e é o artilheiro aqui deixando todos os zagueiros pra trás, ele não deve ser o beneficiado pelo time se o técnico achar que ele 'quebraria o galho' ali. Não vou entrar em discussão de outros jogadores, não é o meu ponto inicial. E acho muito engraçado essa maneira pseudo intelectual com que tu escreve, é bem jornalística, é bem analista tático de Twitter.
em Bate-Papo da Torcida > Estrela no banco?
Em citação ao post:
Isso de modo algum é antítese do que eu disse. Você citou exemplos de jogadores que se adaptaram à novas funções e isso é algo plenamente natural. O ponto é: nem todo jogador, por características, vai conseguir fazer isso. Só existe possibilidade de pensar no Guedes como 9 se o intuito for usar o ''facão'' dele, até aí, tudo certo. Mas até aqui, com Vítor Pereira, o único jogo com o Guedes nesse papel de 9 em que se notou a intencionalidade de usar o movimento de ruptura dele foi no jogo contra o Boca, na NQA (apesar de não terem acertado nenhuma bola em profundidade). Ou seja, o treinador espera que o Guedes faça pivô e brigue com os zagueiros? É pra ganhar 1º bola? Não faz sentido. Em suma, o cara, por características, não encaixa no sistema do treinador e eu, particularmente, acho isso problemático, visto que eu penso que cabe ao treinador se adaptar aos seus principais jogadores. A propósito, não digo isso apenas pelo Guedes, visto que há outros exemplos claros de subutilização sistemática, vide Renato Augusto entrelinhas na meia-direita, Willian em amplitude máxima em ataque posicional, Giuliano eterno reserva... Enfim.