Sergio Campos
Quanta besteira. Jogou bola dois anos em alto nível? Ficou no Napoli 8 anos comendo a bola. Foi campeão do mundo, coisa que o Zico não fez.
você deve ter 12 anos e nunca viu bem Pelé, nem Maradona, bem Xico jogar. Eu vi todos esses, no estádio.
Se não viu não pode falar.
em Bate-Papo da Torcida > Conceito de ídolo
Em resposta ao tópico:
No Brasil, os significados de 'herói' ou 'idolo' são distorcidos. Aqui o 'anti-herói' é quem é vangloriado.
Estou me referindo diretamente ao caso do Pelé, e não é devido a estarmos em vista de vê-lo partir dessa para melhor. O fenômeno que quero discorrer acontece há muito tempo e ao longo de toda a minha vida tenho o observado.
Pelé, além de maior esportista de todos os tempos, foi o ícone que tornou o Brasil conhecido. Pelé tornou o Brasil mais Brasil, consolidou uma identidade nacional.
Foi enquanto pôde - pelo menos ao meu ver - um grande exemplo para crianças e adultos, alguém que promovia o bom comportamento, leitura, paz, amor. Alguém que nunca precisou ter uma postura agressiva ou vitimista. Sempre foi uma pessoa normal.
Entre tantas impressões, a mídia e classe jornalística brasileira desde a década de 80 o desmerece 'como pessoa'. 'O Péle é grande, o Edson é um ser humano ruim', 'Não assumiu a filha', e mais e mais asneiras.
Para quem tem um pouco de discernimento, pode facilmente pesquisar sobre o ocorrido. E calha a nós, mesmo na hipótese de ter sido uma verdade absoluta, caso tenha sido uma atitude de desprezo comprovada, não nos é direito estigmatizá-lo negativamente. Cada um com seus problemas.
Dado esse ponto, o principal ponto que quero chegar é relacionado ao seu 'rival' histórico; Maradona.
O argentino é tão admirado aqui por quem acompanha futebol quanto os próprios jogadores brasileiros, o que pra mim, já é um absurdo. Zico jogou mais que Don Diego, assim como outras dezenas de jogadores também foram melhores.
No entanto, Maradona é posto no mesmo patamar que Pelé e muitas vezes colocado como melhor, por ser um personagem mais 'humano', ou dito 'próximo'.
Sou obrigado a lembrar que Maradona, primeiramente; jogou bola apenas dois anos de sua carreira em alto nível, e em segundo lugar; sobre o lado pessoal, foi um ser antipático, passou a vida inteira lutando contra vícios, esteve sempre envolvido em escândalos e foi para com os brasileiros sempre o maior esteriótipo argentino, se é que me entendem.
Agora eu pergunto a vocês, como a imprensa brasileira tem coragem de usar como argumento (o que é errado de toda forma) o lado pessoal de uma pessoa pública para qualificá-lo como melhor? E ainda mais, quando lado defendido tem tantos defeitos dos piores tipos imagináveis?
Já vi um desses jornaleiros dizerem; 'gosto mais do Maradona, pois ele é real, uma personalidade próxima da gente...'
Que diabos de gente essa pessoa quer se referir?
Bom, não quero com esse texto pôr um como santo e outro como demônio, mas é inacreditável que aqui nesse país seja legal, seja maneiro, seja 'fixe' elevar o que é ruim, feio, desordenado ou mal feito, em detrimento do que é belo, alinhado, qualificado, refinado, do que é bom.
