Ivo M.
Não, o Carlos Miguel não é indispensável. É, sim, um excelente goleiro. Mas ainda não teve nenhum teste de fogo que permitisse a conclusão de que poderia ser um verdadeiro herói do clube. Talvez, em verdade, o primeiro teste de fogo tenha sido a oportunidade de saída que, se for aceita por ele, deixará todos os corintianos em fúria. Se ele aceitar sair nesse momento, claro está que não é o herói de que precisamos.
Mas por que a saída do Carlos Miguel nos deixará em fúria?
O problema é que estamos falando de Corinthians. Um clube gigante, que não pode ter amadores à frente.
Felizes ficamos com a mudança de gestão. Andrés, Duílio e companhia fizeram o possível para que a paciência esgotasse, mesmo após os extraordinários resultados de 2011 e 2012. Já havia passado da hora de mudar.
Mas, passados apenas alguns meses, estamos diante de um amadorismo jamais presenciado no clube. Chega a ser ultrajante. Veja-se que ainda estamos anestesiados da saída do Cássio. Um ídolo se foi, pela porta dos fundos, e ninguém sentiu realmente a dor, até agora. Estávamos todos medicados, acreditando em uma revolução. O time, em renovação, contaria com goleiro novo, alto, que vinha tendo boas exibições, suficientes para passar segurança tal qual o antigo arqueiro passava nos seus melhores tempos, já passados.
Como raios a gestão do clube pode ter deixado o Cássio - um herói do clube - sair, sem assegurar, contratualmente, que o Carlos Miguel ficaria? Que vergonha. Repetição do amadorismo de meses atrás, quando deixou sair o zagueiro que estava em melhor fase. Tudo em meio a notícias de que houve privilégio particular a envolvidos na obtenção do patrocínio que o clube, em verdade, não vai receber, por quebra de contrato, após ter pago uma multa milionária para quebrar o contrato com o antigo patrocinador concorrente.
Chego a cogitar, nesse momento, se seria o caso de se exigir a renúncia da atual gestão. Até agora, de todo visto, a única conclusão é que inexiste capacidade atual de gerir o clube e, especialmente, o futebol do clube.
