Thélio Caudinski
Em toda essa situação que estamos acompanhando no Corinthians, um impasse é evidente: toda a administração do Corinthians depende do Parque São Jorge, só é possível nomear diretores estatutários (que de fato mandam), se eles são conselheiros do Parque São Jorge. O presidente, independente de quem seja, é obrigado a compartilhar a administração com estes conselheiros, afinal, são eles que, no fim das contas, possuem o poder.
Se o presidente não compor com essas pessoas, como irá governar? Isso não é uma defesa do Augusto Foi de Bet, é o que temos visto há anos e anos...
Nós não vamos sair deste ciclo de problemas se quem causa o problema, é justamente quem resta para corrigir. Não tem como acabar.
Mas quais seriam as alternativas? Toda reforma estrutural depende de aprovação desta estrutura política, e se é essa própria estrutura política que nos levou a este buraco, como ela aprovaria algo que perderia seus benefícios?
Seria fundamental um movimento interno do Corinthians que faça este jogo. Mas de que modo? O sistema atual beneficia muita gente.
A minha única perspectiva seria um grupo muito forte do dinheiro que veria na marca CORINTHIANS uma vantagem econômica grande. Mas isto significaria o fim do clube.
Enfim... Sabe Deus o futuro que nos espera.
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