Luan Alves
📸 Ettore Chiereguini/AGIF
Bem, mais cedo eu havia comentado sobre a altivez dos jogadores, mas a entrevista coletiva pós-jogo me trouxe ainda mais preocupação.
'Não soubemos defender o 1 a 0 e com um erro pontual eles chegaram ao empate.'
-Emiliano Díaz.
Alguém pode me explicar o porquê o time estava focado em defender o 1 a 0 ao invés de ampliar o placar ainda no primeiro tempo?
Mas seguindo, sabemos que os Díaz fizeram da primeira fase do Paulistão um laboratório de testes. Tivemos bons e maus resultados, todos eles frutos desses testes.
Alguns vacilos eram totalmente evitáveis, como por exemplo colocar o time titular sem ritmo algum para estrear contra o time da Vila Sônia que vinha de pré-temporada, enquanto os reservas vinham embalados por 3 vitórias e o resultado foi levar uma sabugada bonita no primeiro clássico do ano. Dava pra ter evitado. Isso não significa que eu acho que os reservas deveriam ter jogado, o que eu acho é que dava pros titulares terem sido testados antes.
Mas finalizada a primeira fase do Paulistão, onde ainda podiam errar, batemos de frente com a realidade: por enquanto o Corinthians só joga mata-mata.
Pela Libertadores, um empate patético vai obrigar o time a jogar a vida contra o Universidad Central da Venezuela, que deve vir para jogar com os 11 embaixo da trave e qualquer pequeno deslize pode custar caro demais e quando digo caro demais, quero dizer que o preço seria basicamente o trabalho do ano inteiro.
No Paulistão, nossa melhor chance de começar o ano com um título. Jogaremos todos os jogos em casa até à Final, se chegarmos lá, o segundo jogo da decisão será na Neo Química Arena caso passemos as fases. Lembrando que só a Final é disputada em dois jogos no Paulistão, portanto, o Corinthians só jogará em casa nas quartas e, eventualmente, na semi.
Pelo menos até 29 de março, o time terá de jogar a vida em mata-mata, pois qualquer eliminação pode ser custosa no planejamento posterior. Isso significa, sim, que o Paulistão deverá ser jogado com seriedade e mesclando reservas e titulares, diga-se.
Eu sei e entendo que as datas são apertadas para jogar com força máxima sempre, mas entendam que estou falando de jogar titulares na Libertadores e misto no Paulistão, pois serão, no máximo 7 jogos nos próximos 27 dias. Lembrando que a Final do Paulistão deve ocorrer aos 23 de março, o Brasileirão começa dia 29 para o Corinthians e a Libertadores tende a começar em abril, o que significa que ao término da maratona, o elenco deve ter ao menos 6 dias para se recuperar.
Outrossim, espero que os Díaz tenham entendido no período de testes que precisamos melhorar taticamente o sistema defensivo (e não só as peças), contratar para as laterais e não só a lateral-esquerda, que devemos dar rodagem a jogadores reservas que têm seu potencial, mas deixam a desejar em horas decisivas e, por fim, que o esquema com 3 atacantes não vai rolar se não cumprir a lista de tarefas inteirinha antes de tentar um 4-3-3 de novo.
Estou otimista com a temporada, mas não dá para contar com a sorte sozinha. É preciso trabalho para que ela aconteça.
VAI CORINTHIANS!

