Marco Matos
Excelente seu texto, explica exatamente o que eu penso que está acontecendo também. Ramon não deve saber treinar a defesa, como mano (nas primeiras passagens), Tite e Carille. Desde 2008 nos acostumamos a ter defesas seguras e bem treinadas. Augusto precisava impor a contratação de um assistente especialista em treinar defesas. Se o Ramon não aceitar, que vai embora.
em Bate-Papo da Torcida > A arrogância tática custa mais que erros individuais
Em resposta ao tópico:
📷 Anderson Lira / Estadão Conteúdo.
Não tem nem uma semana que eu falei sobre a altivez do time e, principalmente, as falhas táticas da defesa .
Acontece que muita gente achou que seria um 8 a 0 fácil sobre o time venezuelano, colocado como amador ou semiamador por uma galera aqui do fórum. Aparentemente, o time achou também.
Parte da torcida ser otimista com o time é normal, é natural visto a fase que estamos. E mesmo os que dizem que só ganhamos apertado de clubes das séries B e C estavam, também, contando com uma vitória mais folgada (ou menos sofrida), abrindo 2 ou 3 a 0 e relaxando no final.
Só que, para mim, o time começou errado. Pode parecer que estou dando chute em onça morta, mas foi perceptível que seria difícil se impor contra um time cuja principal arma era a superioridade numérica no meio campo, e tudo ficou bem claro já desde o primeiro jogo.
Além do mais, o forte do time venezuelano é, justamente, a bola aérea. André Ramalho demonstrou ser uma escolha errada, portanto, haja visto o sistema com 2 zagueiros. Ramalho mede 1,82 m, sendo o componente mais baixo da zaga, o que o expõe quando ele não tem cobertura de um volante.
Mostra disso são os gols dos caras. O primeiro foi nas costas do Bidu? Foi. Cobrindo a posição de João Pedro Tchoca que, por sua vez, estava cobrindo o André Ramalho, que tentou saiu jogando e perdeu a bola na intermediária. No segundo gol dos caras foi falha do Hugo? Foi. Que saiu na bola que o Ramalho não ia chegar devido à sua marcação bluetooth e pulo baixo.
As melhores chances do UCV saíram de bolas aéreas, que obrigaram boas defesas do Hugo.
A superioridade numérica no meio-campo anulou completamente o jogo do Garro, fazendo com que o Corinthians só tivesse suas oportunidades pelos lados do campo e isso era tão previsível, tão óbvio, e deveria ser para um treinador.
Não quero entrar no mérito do que eu acho que deveria ter sido feito, mas taticamente falando, o Corinthians poderia ter uma formação defensiva bem definida tal qual é com o ataque. Acho que muito por isso o Corinthians quando faz 2 toma 1, quando faz 3 toma 2 e etc.
É perceptível o quanto o time sobe ao ataque organizado e desce para a defesa de modo atabalhoado. Quando o time sobe ao ataque pelo meio conduzido por um volante, Garro ajuda compor uma linha de 3 no ataque. Quando acontece pelos lados, o meia se posta para um eventual rebote. Agora, se a armação da jogada sai dos pés de Garro, Memphis e Yuri se projetam pelo meio da defesa como jogadores de referência, o que também acontece no esquema com 3 atacantes, quando um se projeta pelo meio e nota-se os outros dois apoiando pelas pontas.
Defensivamente é difícil dizer, porque a estratégia parece correr desordenadamente para formar uma linha cercando a área. Bem por isso que os adversários geralmente têm sua média de distância de finalizações girando em torno de 25 a 30 metros do gol. No entanto, como a tática consiste em 'Deus nos acuda', é uma bola alçada para um jogador sem marcação e a defesa se desmonta, afinal, só estavam marcando a bola e sequer marcaram posição ou mapearam o espaço.
Assusta ainda ouvir do Ramón Díaz que os erros são pontuais, sendo que, notadamente, as falhas defensivas são sistemáticas. E, mais ainda, insisto em dizer que são táticas e não apenas técnicas.
É preciso resolver isto, antes que a maré vire e passemos a tomar mais gols do que fazemos.
VAI CORINTHIANS!
