Danilo Oliveira
O Corinthians sai mais uma vez derrotado do Campeonato Brasileiro, mas desta vez com um gosto ainda mais amargo: após 10 meses de invencibilidade em casa, o Timão cai diante de seu torcedor. E o pior? Os problemas que já vinham sendo expostos – como a falta de peças de reposição à altura – ficaram escancarados mais uma vez.
No jogo contra o Palmeiras, já havia ficado claro que o elenco corinthiano é carente de alternativas que mantenham o padrão de jogo quando os titulares não estão em campo. Hoje, a situação se repetiu: com o retorno de alguns titulares, a defesa até segurou a bronca, mas o meio-campo foi um desastre.
Carrillo, mesmo com pouca participação, foi um dos únicos a tentar algo na criação, mas as jogadas morriam na frente por falta de efetividade e uma forte marcação. Sem um meia de ligação, o Corinthians ficou refém do chutão, da bola longa e da esperança – e isso, contra qualquer time minimamente organizado e em viés de crescente é desafiador.
Os dois gols sofridos? Fruto de falhas infantis: um em bola parada (que nem sei se foi escanteio realmente) e outro em um pênalti bobo. Mas o problema vai além da execução em campo.
Os Dias e as escolhas inexplicáveis!
Mais uma vez, a comissão técnica não encontrou soluções coerentes. Jogar com três atacantes, tendo Romero e Memphis como pontas, só piora a falta de profundidade. Yuri como pivô? Está longe de ser sua melhor versão. Trocar um meia por um atacante que não vem bem (e ainda entregar o meio-campo) foi um tiro no pé.
É urgente repensar as escolhas – tanto dentro quanto fora de campo. O time não tem um plano B, e enquanto isso não mudar, vamos continuar sofrendo. A torcida merece mais, e o Corinthians precisa acordar antes que a temporada vire um pesadelo sem volta.
Chega de improviso. Chega de mediocridade. O Gigante não pode morrer na praia por erros que já deveriam ter sido corrigidos.
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