William Nunes
O clube Jata do jeito que está, mesmo com a torcida no pé, cobrando imagina se não estivesse, já estaríamos falidos.
O câncer do Corinthians sempre será a turma, vitalícia do clube, esse e o verdadeiro câncer do Corinthians. Enquanto existe sócio vitalício pra sugar o clube nunca iremos pra frente.
Estou fechado com todas as organizadas do clube.
E o corinthiano que acha rui a cobrança da torcida tem que refletir e pensa muito como está a situação do clube.
'Ou joga por amor ou joga por terror' ' e sangue no olho e tapa na orelha'
em Bate-Papo da Torcida > “A Gaviões Não Manda no Timão”: A Tentativa de Influência Exagerada...
Em resposta ao tópico:
Nos bastidores do Parque São Jorge, uma frase tem ecoado com mais força entre conselheiros e torcedores comuns: 'A gaviões não manda no Timão.' A declaração, que pode parecer polêmica à primeira vista, traduz uma insatisfação crescente com o nível de influência que a principal torcida organizada do Corinthians tem tentado exercer sobre o clube, muito além do que seria considerado saudável para qualquer instituição esportiva.
Torcida ou diretoria paralela?
A gaviões da Fiel, fundada em 1969 com o objetivo de apoiar o Corinthians e fiscalizar a gestão do clube, cresceu ao ponto de se tornar uma das torcidas mais respeitadas (e temidas) do país. No entanto, nos últimos anos, diversas atitudes da organizada têm levantado questionamentos sobre os limites dessa “fiscalização”.
Reuniões com dirigentes, exigências por mudanças técnicas, críticas públicas a jogadores, e até pressão sobre decisões administrativas — como contratações, demissões e escolhas políticas internas — têm gerado desconforto. Muitos dentro do clube enxergam a atuação da gaviões como uma tentativa de criar uma diretoria paralela, sem voto, sem responsabilidade legal, mas com voz ativa e intimidadora.
O ambiente no CT
Não são raros os relatos de jogadores que se sentem pressionados por visitas frequentes da torcida ao CT Joaquim Grava, especialmente em momentos de crise. O argumento da 'cobrança por amor' se mistura com um clima de medo, interferindo diretamente no desempenho e na tranquilidade do elenco. Alguns atletas, inclusive, evitam entrevistas ou redes sociais para não se tornarem alvos de protestos orquestrados.
A diretoria acuada
A atual gestão do Corinthians tem adotado um discurso dúbio: tenta manter um bom relacionamento com a gaviões para evitar confrontos públicos, mas internamente há quem reconheça que a influência da organizada extrapolou os limites. Conselheiros ouvidos sob anonimato relatam que decisões estratégicas são frequentemente proteladas ou ajustadas após “sinais” vindos da torcida.
&Ldquo;Eles [a gaviões] têm todo o direito de torcer, protestar, se manifestar. Mas daí a se sentarem como se fossem gestores do clube, há uma enorme diferença. Isso é antidemocrático e perigoso”, afirma um conselheiro veterano.
O perigo da dependência
O Corinthians é um clube gigante, com uma torcida que ultrapassa 30 milhões de pessoas. Reduzir sua identidade à vontade de uma única torcida organizada é colocar em risco sua pluralidade, sua democracia interna e até sua imagem institucional. A influência da gaviões é histórica e tem seu valor cultural, mas não pode ser confundida com poder de comando.
A frase 'A gaviões não manda no Timão' não é um ataque. É um lembrete. Um grito de alerta de que o clube precisa ser gerido com independência, transparência e responsabilidade. E que nenhuma torcida — por mais apaixonada que seja — pode assumir o volante de um time que pertence a todos os corinthianos.