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Post de Pablo no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

'Não gosto do André Rizek — nem de longe. Mas no último vídeo, ele resumiu perfeitamente o maior problema do Corinthians: o modelo de clube associativo.

Quem escolhe o presidente é o sócio, aquele que está mais preocupado com a bocha, o estacionamento, a quadra de tênis ou se a piscina está limpa.

Reclamamos que ‘é sempre mais do mesmo’. E de fato é. Porque pra ser presidente, precisa ser conselheiro. E pra ser conselheiro, tem que ser sócio. E aí entramos em um ciclo vicioso de décadas, dominado pela mesma corja, pela mesma política interna, que não tem nada a ver com o que o Corinthians representa.

Augusto foi eleito com 939 votos. Duilio, com 1.081. Isso não representa o Corinthians. Não representa a torcida, não representa a força dessa marca, desse time, dessa nação.

Se quisermos mudar, o caminho seria claro: separar o clube social do futebol. Profissionalizar. Colocar gente técnica, competente, preparada para gerir um orçamento bilionário, que é o que o futebol do Corinthians movimenta.

Mas, infelizmente, o caminho mais curto pra isso se chama insolvência. E o mais longo — e mais difícil — depende de conselheiros e sócios que realmente se importem com o Corinthians e estejam dispostos a mudar o estatuto.

Enquanto isso não acontece… sigo corinthiano. E, cada dia mais, sofredor.'

Esse foi o comentário que fiz ontem e concordo, precisamos mudar, para que o Corinthians seja o que realmente ele nasceu para ser.

em Bate-Papo da Torcida > Revolução corinthiana

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União pela Revolução Corinthiana

Quem visita hoje o Memorial do Corinthians, no Parque São Jorge, pode ver, logo em sua entrada, acima da foto dos Fundadores, a expressão em latim “Per aspera ad astra”: pelo caminho das árduas lutas é que se chega às glórias.

Em maio de 1910, o mundo vivia sob a sombra do apocalipse com a passagem do cometa Halley, que cruzava o céu e aterrorizava a população. Cientistas especulavam que a Terra poderia ser varrida por uma nuvem tóxica vinda da cauda do astro. Havia quem estocasse água, rezasse ou simplesmente esperasse o fim. Mas, enquanto o céu era ameaçador, na terra firme cinco operários já arquitetavam um começo. Um clube. Um ideal. Um time para representar aqueles que jamais deveriam pisar nos salões da elite futebolística.

Ali, no chão de barro da várzea, brotava o embrião de uma revolução popular. Era o início de tudo. Um gesto de teimosia, um grito contra o fim: o Corinthians nascia quando tudo parecia prestes a acabar.

Nosso primeiro Estatuto já registrava, documentalmente, que não seríamos apenas um time de futebol, mas sim uma instituição popular, cultural e poliesportiva. Dentre os artigos ali registrados, constavam três pilares revolucionários para a época: (i) a intenção de se tornar um clube poliesportivo, com prática de outras modalidades além do futebol; (ii) a criação de uma biblioteca voltada aos associados; e (iii) a abertura do clube a todas as raças, nacionalidades e religiões – algo radical numa sociedade elitista e excludente.

Desde sua fundação, o Clube é um manifesto: o Corinthians não surgiu apenas para jogar futebol, mas para educar, integrar, unir. E é por isso que nada nunca nos foi – ou será – entregue de graça, sem luta.

As inúmeras histórias de dificuldade – financeiras, esportivas, políticas – nos forjaram na batalha. Os Deuses do Futebol estão constantemente nos testando, e a nossa missão é superar qualquer obstáculo que se atreva a ficar no caminho do Corinthians.

É a Mística Corinthiana, meus caros.

Há quem tente explicar essa mística com números, estatísticas, títulos, jogadas ou jogadores. Mas tudo escapa. Tudo falta. O que move o Corinthians está nas ruas, nos gritos da arquibancada, no aperto no peito ao ver o manto preto e branco, ao comemorar com um desconhecido no momento do gol. É mais que paixão. É um elo invisível. Religioso.

Lourenço Diaféria, em seu livro Coração Corinthiano, talvez tenha sido quem chegou mais perto de uma definição precisa dessa Mística: “Se a árvore se conhece pelos seus frutos, é das raízes que os frutos e toda a árvore se alimentam. Quem quer que tente explicar ou entender a ‘mística corinthiana’, ou que outro nome tenha essa paixão, esse arrebatamento, esse fenômeno singular que os próprios corinthianos, muitas vezes por não poderem explicar-se a si próprios, chamam de ‘religião’ – no sentido de algo que os religa a uma aspiração maior e coletiva (…) – quem quer que adentre no labirinto desse ‘mistério’ brumoso em busca da luz da revelação irá encontrar, na raiz de tudo: o povo.”

Aqueles que se acham donos do Corinthians querem mais é que a torcida fique desunida, em uma guerra polarizada, defendendo “A” ou “B”. Enquanto isso, o Corinthians sangra, e eles continuam usurpando o Clube como se tivessem direito a alguma contrapartida por serem Conselheiros ou Conselheiros Vitalícios. O Corinthians não é de vocês. É do povo. É de todos nós!

É momento de nos unirmos para lutar pelas pautas do manifesto da Revolução Corinthiana: (i) Fiel Torcedor com direito a voto; (ii) Reforma do Estatuto; e (iii) Punição e responsabilização de todos aqueles que deixaram dívidas em suas gestões.

Torcedor “comum”, torcedor de organizada, associado do Clube: precisamos incorporar o Corinthianismo para brigar, não por indivíduos, mas pelo Corinthians. É momento de o Povo Corinthiano invocar a mística e SE LIGAR, SE RELIGAR, SE UNIR pela Revolução Corinthiana.

VAI CORINTHIANS, sempre!

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