Andre Santos
Se virar SAF igual o Botafogo eu sou totalmente a favor, em pouco tempo a divida reduziu pela metade, ganharam os dois principais títulos ano passado, e ainda contratam ótimos jogadores. Nada mal para um time que não ganhava nada relevante desde 95 e que vivia na zona de rebaixamento nos campeonatos brasileiros que disputavam. Para o Corinthians é questão de sobrevivencia, ou vira saf ou é falencia. Parem de acreditar nesse conto de fadas de que o clube é da torcida, NÃO É E NUNCA FOI O TIME DO POVO, E SIM DE UMA ELITE QUE SEMPRE ENRIQUECERAM AS CUSTAS DO CLUBE. PAREM DE SER OTÁRIOS.
em Bate-Papo da Torcida > 🚨 Encontro suspeito reacende temores sobre SAF e acordos...
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Na calada da noite desta quarta-feira (11), uma cena que beira o absurdo e que definitivamente não combina com o momento delicado do Corinthians, acendeu o alerta entre os fiéis corintianos: Romeu Tuma Jr., foi flagrado em um encontro reservado com ninguém menos que o ex-desembargador e presidente do CORI, Miguel Silva, uma figura conhecida não só nos meios jurídicos, mas também nos bastidores pantanosos do futebol.
A pergunta que ecoa pelo Parque São Jorge é direta como um chute de Neto no auge: o quesics está sendo tramado longe dos olhos da Fiel?
Para quem não se lembra, Miguel Silva Marques já deixou clara sua visão elitista sobre o clube. Em entrevista ao programa Esporte em Debate, da rádio Bandeirantes, afirmou em cerimônia 'O clube não é da torcida. O clube é dos associados. Sou representante dos associados, e não dos torcedores'. Em outras palavras: o Corinthians da arquibancada, da quebrada, da massa que canta e vibra, não faz parte da equação dele.
Aliás, não é a primeira vez que esse senhor figura em episódios curiosos. Ainda durante as obras do Allianz Parque, sim, o estádio do maior rival, Miguel Silva, então conselheiro vitalício do Corinthians, apareceu na visita à futura casa palmeirense ao lado de Walter Torre Jr., dono da construtora. O clique ficou para a história e levantou sobrancelhas.
Coincidência ou padrão?
Mais tarde, outro ex-cartola corintiano, Raul Corrêa da Silva, comprou um camarote no Allianz. Já na Arena Corinthians, nada. O recado é claro: parte da elite que manda no clube não joga no mesmo time da torcida. Jogam por eles. E só por eles.
Agora, em pleno momento em que o Corinthians está sufocado por dívidas, atolado em más gestões e cada vez mais distante de sua grandeza histórica, o burburinho sobre uma possível transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) ganha fôlego. E esse encontro fora da agenda entre Tuma Jr. E Miguel Silva joga gasolina na fogueira.
O Corinthians está à venda? A portas fechadas? E por quanto? Para quem?
A atual gestão tem colecionado decisões nebulosas, atitudes sem explicações convincentes e posturas que parecem ignorar completamente os anseios da torcida. Transparência? Virou lenda. Prestação de contas? Nem sinal.
Esse possível conchavo em torno da SAF, feito longe da Fiel, só confirma o que a arquibancada já suspeita: o clube virou um laboratório de interesses pessoais, conduzido por um grupo que trata o Corinthians como se fosse uma empresa de capital fechado, sem alma, sem povo, sem vergonha.
Mas o Corinthians tem dono. E não é empresário nenhum: é a torcida.
Se a SAF está em pauta, se há negociações em curso, por que tudo é feito nas sombras? Por que não há diálogo com os associados e com a torcida organizada que sustenta o clube com suor e paixão? O Corinthians não pode ser rifado em rodinhas de poder, longe dos olhos que verdadeiramente importam.
A Fiel precisa acordar. Se não for agora, pode ser tarde demais.
Ou a torcida toma as rédeas, ou o clube amanhece nas mãos de quem só enxerga cifrões e nunca o grito que ecoa do povão.
