Van Santos
Eu tinha entre 4 e 5 anos de idade, meu falecido pai pelo fato de meu irmão mais velho já ser corintiano, me deu uma camisa do São Paulo e eu teimava em dizer que era uma camisa do Corinthians, como se o Corinthians fosse a minha referencia no futebol, desde muito novinho time para mim era Corinthians, após a partida do meu pai, meu irmão me deu a minha primeira camisa do Corinthians, 7 do Marcelinho, na hora já senti que era aquela camisa e cores que eu queria, era o nome que não saia da minha cabeça, desenhava o símbolo, comprava adesivos do Corinthians, minha infância foi nos anos 90, cada ano que passava tinha certeza do quão corintiano eu sou. Se vivesse mil vidas, as mil vestiria nossas cores. Todos em casa somos Corinthians, até meu cachorro preto e branco. Não há dificuldade ou fase ruim que nos faça abandonar o time, não sei o que é torcer pra outro time, mas sei o quão mágico é ser corintiano.
em Bate-Papo da Torcida > Corinthianismo: você é herdeiro ou self-made?
Em resposta ao tópico:
Eu até invejo histórias lindas de influência de pais, avôs e outros parentes na formação do corinthiano, e já me emocionei com dezenas desses relatos nesses 10 anos de fórum. Mas sei também que tem o cara que está distante, 1000 KM de Itaquera com a família inteira torcendo para sei lá quem e ele é arrebatado pelo Corinthians. Assim, do nada.
Pra não dizer que não tive influência alguma, lembro da festa do título de 82 na casa de uma tia. Foi o estopim (só pra lembrar da T.O.). Mas eu era muito criança ainda. Ao longo de toda a minha infância não tive ninguém para me influenciar, rolar ideia sobre futebol, comprar camisa, levar para o estádio. Nada. Pelo contrário!
Minha primeira camisa do Corinthians comprei com meu segundo salário, trabalhando de office boy.
Pacaembu? Liderei uma molecada para irmos ver final de Copinha quando era de graça. As mães não sabiam e o bicho pegou. Daí pra cá, formei meu jeito de torcer, influenciei muita gente, levei para estádios, dei camisas de presente...
Hoje tenho histórias de décadas com amigos em estádio, bares, comemorando e chorando.
Mas no início era só eu e o Corinthians.

