Marcelo Vinícius
Desde meu bisavó, somos todos corinthianos por lado de pai, e por muitos ano, esse foi o laço que nos uniu. Porem nunca conheci meu avó, ele morava longe, em outro estado, não tínhamos uma relação próxima, meu pai sempre teve uma relação muito ruim com o pai dele, menos quando o Corinthians estava em campo, mas me lembro da primeira que ouvi os dois conversando pelo telefone, depois de anos. Meu vô ligou para meu pai, ambos chorando e comemorando juntos, Corinthians tetracampeão brasileiro em 2005.
em Bate-Papo da Torcida > Corinthianismo: você é herdeiro ou self-made?
Em resposta ao tópico:
Eu até invejo histórias lindas de influência de pais, avôs e outros parentes na formação do corinthiano, e já me emocionei com dezenas desses relatos nesses 10 anos de fórum. Mas sei também que tem o cara que está distante, 1000 KM de Itaquera com a família inteira torcendo para sei lá quem e ele é arrebatado pelo Corinthians. Assim, do nada.
Pra não dizer que não tive influência alguma, lembro da festa do título de 82 na casa de uma tia. Foi o estopim (só pra lembrar da T.O.). Mas eu era muito criança ainda. Ao longo de toda a minha infância não tive ninguém para me influenciar, rolar ideia sobre futebol, comprar camisa, levar para o estádio. Nada. Pelo contrário!
Minha primeira camisa do Corinthians comprei com meu segundo salário, trabalhando de office boy.
Pacaembu? Liderei uma molecada para irmos ver final de Copinha quando era de graça. As mães não sabiam e o bicho pegou. Daí pra cá, formei meu jeito de torcer, influenciei muita gente, levei para estádios, dei camisas de presente...
Hoje tenho histórias de décadas com amigos em estádio, bares, comemorando e chorando.
Mas no início era só eu e o Corinthians.

