Guilherme Cornélio
Se bobear a gente deve o Paulinho para o PAEC Pão de Açúcar até hoje, deve também o Barueri pelo Ralf. Não duvido de nada, amigo. Se não deve o clube, deve o empresário. Enfim, os grandes talentos anonimos hoje em dia, saem para clubes estruturados, com plano de carreira e objetivos claros para ele. Empresário leva o dele na hora, já pagam o clube antigo e vida que segue. Tipo um Red Bull da vida. Aqui sabemos (ou não) como as coisas acontecem, né? Will Dantas, Carlos Leite, esses caras ainda mandam no futebol do Corinthians porque devemos para eles. Não quiseram enfiar o Podrinho de volta? A gente deve para o Will Dantas ainda sobre o Pedrinho, ou seja...Mais um ra vir, não jogar e abocanhar mais dinheiro, aumentando a dívida e a influência desses caras dentro do clube. Qual empresário das pepas vocês conhecem? E do meigo urubú? Nenhum né? Eles não aparecem. É sobre isso.
em Bate-Papo da Torcida > Cadê o Corinthians que foi campeão apostando em operários com fome...
Em resposta ao tópico:
Cadê o scout? Cadê o centroavante que saiba chutar de primeira? Não tem dinheiro? Ok, ninguém tá pedindo Haaland! Mas será que não dá pra achar um 'Ralf' da vida com vontade de aparecer para o futebol? Um Elias da vida, lá de 2008, que veio do nada e virou tudo?
O que aconteceu com aquele Corinthians que não precisava de milhões no cofre pra montar um time competitivo? Aquele que ia buscar Elias no Juventus da Mooca, Paulinho no Bragantino, Ralf no Barueri. Que enxergava talento onde ninguém via e transformava jogador comum em ídolo da Fiel?
Hoje, parece que acabou o dinheiro e junto foi embora a criatividade, o olho clínico, o feeling. A diretoria diz que está com o orçamento apertado. Ok. Mas desde quando isso foi desculpa no Parque São Jorge? O Corinthians foi campeão do mundo sem gastar como europeu. Foi campeão brasileiro apostando em operários com fome de bola. Não tinha grife, mas tinha garra, inteligência e coragem.
Se não tem grana, beleza. Mas que tenha raça. Que tenha comprometimento. Porque jogador que dá a vida dentro de campo, a Fiel abraça. Agora, esse futebol sonolento, burocrático, de toquinho pra trás e cara de tédio… Isso, meu amigo, nem na várzea passa batido.
Hoje, com scout infinitamente mais moderno que há 15 anos atrás, analytics, mil plataformas de dados... Não conseguem achar um volante de pegada, um meia com visão, um atacante que saiba chutar de primeira?
O problema não é só financeiro. É de mentalidade.