Andre Anddrade
Como a política Degrada o Corinthians e Castiga a Fiel
O Sport Club Corinthians Paulista, berço da 'Democracia Corinthiana', vive hoje sob a sombra de uma política interna que oprime sua essência popular e corrói sua competitividade. O que deveria ser um processo de gestão transparente e voltado aos interesses da Nação Corinthiana transformou-se em um ringue de vaidades e disputas pelo poder que têm como resultado direto o prejuízo à torcida e a derrocada técnica do time.
A turbulência política, frequentemente descrita como um 'esgoto' por críticos e até mesmo por figuras ligadas ao clube, não é um mero problema administrativo. Ela se infiltra no campo, desestabiliza o elenco e afasta o clube de sua principal vocação: o futebol. Escândalos, brigas de chapa, contratos nebulosos e a judicialização constante das decisões transformam o ambiente do Corinthians em um caos institucional. A Fiel, maior patrimônio do clube, é a vítima silenciosa desse circo, obrigada a arcar com os custos de gestões irresponsáveis, seja através de ingressos mais caros para pagar dívidas infladas, seja através da frustração de ver um time sem rumo e sem ambição.
A prioridade dos dirigentes, muitas vezes, parece ser a manutenção do poder e dos privilégios de um pequeno grupo, e não a excelência esportiva. Contratações e demissões são vistas com desconfiança, suspeitas de atenderem mais a interesses políticos e de empresários do que a uma estratégia de futebol de alto nível. O resultado é a instabilidade técnica, a troca constante de treinadores e elencos medianos, indignos da história e da capacidade financeira do Corinthians.
Enquanto a política interna drena energias e recursos, a performance em campo é diretamente afetada, como já admitido até por jogadores. A pressão por resultados é gigantesca, mas a estrutura que deveria suportar o esporte é frágil e permeada por interesses pessoais. É inaceitável que um gigante como o Corinthians seja refém de uma minoria que se agarra ao poder, negligenciando a saúde financeira e o desempenho do time, trocando glórias por capital político.
O Corinthians precisa urgentemente de uma reforma estrutural que tire o clube do jugo dos grupos de poder e o entregue, de fato, ao seu torcedor. A Fiel não merece ser apenas a 'caixa d'água cheia de furos' que sustenta a megalomania de seus administradores. O clube de massa, de luta e tradição exige gestões profissionais, éticas e, acima de tudo, focadas no único objetivo que realmente importa: fazer o Corinthians grande no futebol.

