José Brito
Ah, como era bom ser adolescente e acompanhar o Corinthians entre 2011 e 2012! Cada partida era um espetáculo de garra, técnica e coração. Ver o Fábio Santos segurando a lateral esquerda com tanta segurança, se destacando nas bolas paradas e cobrando pênaltis com frieza, dava a sensação de que nada poderia parar aquele time. O Danilo, o “Zidanilo”, com sua inteligência em campo, sempre surgia no momento certo, decidindo clássicos e jogadas importantes, mostrando que o Corinthians podia jogar com raça e também com cerebralidade. O Paulinho, um meio-campista fisicamente excepcional, defendia com intensidade e subia ao ataque com enorme resistência, finalizando muito bem e sendo decisivo em momentos cruciais. O Chicão, zagueiro sólido e extremamente técnico, era capaz de conduzir a bola, sair jogando e, se quisesse, poderia até jogar de camisa 10. O Ralf, volante incansável, era o verdadeiro alicerce da defesa; com ele à frente da zaga, os zagueiros se destacavam, alguns até chegaram à seleção brasileira, mas quando jogaram em outros clubes sem o Ralf, não conseguiram manter o mesmo nível. O Alex, mestre na armação de jogo, cobrava faltas com precisão e escanteios certeiros para os cabeceadores, e fez a diferença em lances memoráveis, como aquele gol do Paulinho na Libertadores contra o Vasco. E o Emerson Sheik, ah, o Emerson… eterno nos gols decisivos, principalmente aqueles dois na final da Libertadores de 2012 contra o Boca Juniors, que nos fizeram explodir de alegria em frente à televisão. Sem falar do Romarinho, o jogador mais diferente do elenco, quase um improviso jovem, pai daquele gol de cavadinha e que praticamente rebaixou o Palmeiras em 2012 com gols em ambos os jogos do Brasileiro. E isso sem falar dos restantes.
Cada vitória, cada título, cada momento daquele elenco ficou gravado na memória de quem viveu aqueles dias. Era mais do que futebol: era emoção pura, era sentir o coração acelerar a cada passe, a cada chute, a cada defesa. Ser adolescente e torcer para esse Corinthians significava ter ídolos de verdade diante dos olhos, vivendo uma fase histórica que marcaria para sempre a nossa paixão pelo clube.

