Luiz Oliveira
Jogador ruim mesmo. Mas não ter 1 milhão em caixa. PQP.
em Bate-Papo da Torcida > Alisson não vem: um alívio financeiro e um sinal de cautela necessária
Em resposta ao tópico:
A notícia de que a negociação pelo volante Alisson não deve se concretizar deve ser recebida com alívio, e não com frustração. Os motivos que levaram ao impasse com o São Paulo revelam que a possível contratação era um risco que o Corinthians, em seu momento atual, não podia se dar ao luxo de correr.
O São Paulo, pressionado por sua situação financeira, exigia um pagamento à vista pelo empréstimo e incluía gatilhos no contrato que poderiam onerar o negócio em milhões ao longo de 2026. A proposta do Timão de postergar o pagamento para 2027, mais sensata, não foi aceita. Esse impasse acabou funcionando como uma proteção involuntária.
Essa “blindagem financeira” evitou um erro estratégico maior. Alisson, mesmo sendo um jogador de confiança do técnico Dorival Júnior, não vem de temporadas convincentes. Contratá-lo, comprometendo recursos valiosos e limitados, seria um investimento baseado quase exclusivamente na preferência pessoal de um técnico — cuja permanência, sabemos, é sempre instável no futebol brasileiro.
Assim, a não contratação vai além de uma simples negociação frustrada. Ela evita a repetição de um padrão preocupante: trazer atletas caros e em baixa, vinculados ao projeto de um único comandante. Se Dorival sair, sobraria um jogador caro, desvalorizado e possivelmente fora dos planos do novo treinador, um ônus para o futuro.
Portanto, o alívio é duplo: primeiro, por não comprometer as já combalidas finanças do clube com um investimento de alto risco. Segundo, e mais importante, por forçar uma reflexão. Talvez seja a hora de o planejamento do elenco priorizar critérios mais duradouros do que a mera confiança passageira de um técnico. A torcida clama por um projeto, não por apostas isoladas. E, desta vez, o mercado nos poupou de mais uma.