Danilo Oliveira
Corinthians entrou em campo no Maracanã e, mais uma vez, deixou sua torcida com a sensação de déjà vu. A derrota por 3 a 1 tem nome, sobrenome e afilhado. E ela começa muito antes do apito inicial, na escalação que Dorival Junior insiste em inventar.
O problema não é escalar Garro e Bidon. O problema é onde e como eles são colocados em campo. Bidon aberto pela direita é um absurdo: ele não tem a velocidade necessária para dar a profundidade que um esquema 4-2-3-1 exige. Até aí, daria para relevar se, do outro lado, houvesse um ponta de ofício com essa característica. Mas não é o caso de André. E piora quando olhamos para a esquerda: Bidu é ala, e quando forçado a atuar numa linha de quatro, seu único movimento é cortar para o meio. Resultado: o lado esquerdo do ataque é um cemitério de jogadas. Ninguém vai à linha de fundo, ninguém avança além da intermediária. O Corinthians entrou em campo desajustado, desequilibrado e, pior, previsível.
Enquanto não criava nada pelos lados, a equipe ainda se expunha de forma criminosa. Dois gols bobos sofridos em contra-ataques que qualquer time minimamente arrumado teria evitado. Foi um amontoado de falhas individuais, sim, mas acima de tudo, um atestado de incompetência de Dorival Junior. Ele tem alternativas no banco, poderia ter mantido a formação que o time conhece o 4-3-1-2 mas preferiu inventar. E a conta chegou no primeiro tempo.
No segundo tempo, ele mexeu. Tirou quem não vinha bem, recolocou André no meio, trouxe um lateral esquerdo de ofício. Parecia, enfim, que o Corinthians teria postura. Foi aí que a noite virou vexame.
Agora, falemos de Allan. Não pela falta que até tem um toque no rosto no início da jogada, mas pelo gesto imbecil, obsceno, que fez questão de exibir. Não há desculpa. A expulsão foi mais do que justa, e o que se espera, no mínimo, é que o clube o puna com o rigor que esse ato de idiotice merece. Em um jogo já perdido, ele conseguiu enterrar qualquer chance de reação e manchou ainda mais a noite.
De positivo, restaram poucas coisas: algumas defesas de Cauê, que ao menos mostrou serviço, e a participação de Lingard e Labyad, que ao menos demonstraram disposição o que já os coloca num patamar acima da maioria.
O Corinthians chegou ao oitavo jogo consecutivo sem vencer. Jogadores são culpados, isso é fato. Mas o treinador também. E no Dia da Mentira, o Corinthians fez questão de provar que é mestre no assunto: mentiu sobre ter um time organizado, mentiu sobre ter um plano, mentiu sobre ter vergonha na cara.
em Bate-Papo da Torcida > Técnico sem coragem e um irracional em campo!

