Igor Rykovski
A gente se acostumou com pouco, em troca de títulos. Maldito futebol conservador do Mano Menezes, que perdura por quase 20 anos, com poucos lampejos de bom futebol, como foi o time de 2015.
Vendemos a alma por estádio e CT, também. A Renovação & Transparência pode ter destruído o clube como o conhecemos hoje, se não for possível pagar a dívida.
Com todas essas chagas, esquecemos do poder de jogar um bom futebol. Nunca que eu ia imaginar que o Diniz ficaria seus primeiros sete jogos sem levar nenhum gol. E o que é ainda mais incrível é que, mesmo com uma defesa sólida, ele começou a implantar o bom futebol característico dos times dele.
O primeiro tempo contra o Peñarol foi primoroso, como poucas vezes vi aqui no Corinthians. Só em goleadas como o 7 x 1 no Santos e o 6 x 1 no SPFC, lembro de um domínio absoluto contra uma equipe grande. E erra quem acha que o Peñarol é um timinho; a camisa deles é muito pesada. Eles têm 5 Libertadores e 3 Mundiais.
Prova do poder do bom futebol é um cara que sempre tira sarro do Corinthians, fazer um elogio absolutamente sincero. Não sou de assistir Os Donos da Bola; vi um shorts do YouTube e resolvi ir atrás pra ver se não era zoeira.
O Dirceu Maravilha fez um baita de um elogio a partir do minuto 12:10. Vocês podem não levar o programa a sério, como eu não levo. Podem odiar o Maravilha, mas o que ele disse é um indício do quanto jogar um bom futebol é algo mágico.
Tão mágico que é capaz de fazer um palhaço se emocionar.





