Claudio Valle
Não existem mais jogadores com ética, bom caráter, capacidade de jogo coletivo, inteligentes e que são brasileiros, vi tantos jogadores como Pelé, tostão, Edu, Rivelino, Dario...entrando no Pacaembu a pé e carregando seus pertences com alegria, hoje eles vão de helicópteros (particulares) e conseguem aparecer com cabelos isso, tatuagens aquilo, só no campo que são verdadeiros pernas de pau!
em Bate-Papo da Torcida > Nossa Seleção Está Virando Mais Marketing do Que Futebol
Em resposta ao tópico:
Nossa Seleção Está Virando Mais Marketing do Que Futebol?
Quem acompanha futebol há muitos anos percebe uma diferença enorme entre a Seleção Brasileira de hoje e as grandes seleções que marcaram época. Atualmente, parece que existe mais preocupação com campanhas publicitárias, redes sociais e exposição de jogadores do que com a construção de um time realmente competitivo dentro de campo.
Não há problema em atletas fazerem publicidade. Isso sempre existiu. A questão é quando a imagem parece ganhar mais destaque do que o desempenho. Muitas vezes, determinados jogadores recebem tratamento de superestrelas antes mesmo de conquistarem algo relevante com a camisa da Seleção.
O mais curioso é que várias das maiores seleções campeãs da história não viveram dessa exposição exagerada. O Brasil de 1970,1994 e 2002 ficou marcado pelo futebol apresentado. A preocupação principal era vencer. A publicidade veio depois, como consequência das conquistas. O mesmo aconteceu com seleções campeãs de outros países, que primeiro construíram resultados para depois se transformarem em marcas globais.
Quando o torcedor lembra de jogadores como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo Nazário, Ronaldinho Gaúcho e Kaká, a lembrança principal é da alegria, da personalidade e da vontade de decidir jogos. Eram atletas que pareciam jogar com alma, assumiam responsabilidades e transmitiam ao torcedor a sensação de que representar a Seleção era algo especial.
Hoje, em muitos momentos, a impressão é diferente. O Brasil continua produzindo grandes talentos, mas falta aquela identidade que fazia o torcedor se reconhecer dentro do time. Falta a sensação de ver jogadores atuando com a leveza, a paixão e a entrega que marcaram gerações anteriores.
O torcedor não quer menos marketing. O que ele quer é que o futebol volte a ser o protagonista. Porque, no fim das contas, campanhas publicitárias não ganham títulos. Quem faz história é quem entra em campo, joga com alegria, honra a camisa e responde nos momentos decisivos.