Valério Pinheiro
Apesar do atraso que esses três representam no clube, reformar estatuto ou aprovar um novo estatuto não vai mudar absolutamente nada. Não se iluda. As pessoas lá dentro serão as mesmas.
em Bate-Papo da Torcida > Três conselheiros, mais um atraso para o Corinthians
Em resposta ao tópico:
Quando o Corinthians mais precisa de renovação, transparência, participação dos associados e modernização de sua estrutura política, três conselheiros vitalícios decidiram recorrer à Justiça para impedir a votação da reforma estatutária:
Ademir de Carvalho Benedito
Alexandre Husni
Guilherme Gonçalves Strenger
Os três têm o direito de questionar judicialmente qualquer possível irregularidade. Mas a torcida também tem o direito de avaliar as consequências políticas dessa iniciativa.
Na prática, a ação conseguiu paralisar novamente uma discussão fundamental para o futuro do Corinthians. Enquanto o clube enfrenta uma dívida gigantesca, crises administrativas, insegurança política e perda de credibilidade, parte de seus dirigentes continua concentrando energia em disputas processuais e batalhas internas.
O Corinthians não pode permanecer refém de um sistema político fechado, comandado durante décadas pelas mesmas figuras e pelos mesmos grupos. Quem ocupa um cargo vitalício deveria trabalhar para garantir a sobrevivência institucional do clube, e não contribuir para prolongar uma estrutura que comprovadamente fracassou.
QUEM SÃO OS AUTORES DA AÇÃO
Ademir de Carvalho Benedito — conselheiro vitalício e integrante histórico da política interna corinthiana.
Alexandre Husni — conselheiro vitalício, ex-presidente do Conselho Deliberativo e participante direto de decisões políticas importantes do clube.
Guilherme Gonçalves Strenger — conselheiro vitalício e ex-presidente do Conselho Deliberativo.
Esses nomes precisam ser conhecidos pela Fiel porque decisões políticas têm autores, consequências e responsabilidades.
Não se trata de promover ameaças, perseguições ou ataques pessoais. Trata-se de exercer o direito legítimo de fiscalização e cobrança. A torcida precisa observar quem trabalha para modernizar o Corinthians e quem, por suas atitudes, contribui para manter o clube preso ao passado.
O Corinthians está lutando por sua sobrevivência financeira, administrativa e institucional. Não existe mais espaço para vaidade, privilégio vitalício ou guerra de bastidores.
O Corinthians precisa mudar. Quem impede a mudança deve explicar publicamente o que pretende oferecer no lugar dela.
A resposta da Fiel deve ocorrer com informação, mobilização, participação política e cobrança pública — sempre dentro da lei e sem ameaças.
