Pedro Junior
Como todo corinthiano, nasci assim e não escolhi. Na penosa década de sessenta do século passado, assim como em grande parte da de setenta, tornei-me um adulto obcecado pelo Corinthians no seu dia a dia. Ouvia todos programas de esporte no rádio e TV, assistia o jogos nos estádios e corria para casa para assistir o vídeo tape após as partidas. Em setenta e sete, então com vinte anos de idade, no dia 13/10/1977, antes de ir para casa, assistir o o jogo decisivo, assisti na a missa na Igreja de N.Sra. De Fátima, no Sumaré, pedindo a graça de ser campeão naquele dia. A partir desse dia, aprendi a ser campeão, uma experiência nova para mim. Depois vieram muitos títulos, os paulistas de 79,82,83,88,95,97,99,2001,2003,2009 e 2013; os brasileiros de 90,98,99,2005 e 2011; as copas do Brasil de 95,2002 e 2009; a Libertadores de 2012; a Recopa Sul Americana de 2013 e os mundias de 2000 e 2012. São ao todo 23 títulos após o dia 13/10/1977, mas todos ganhos no último jogo, com luta até o final, sem ter a certeza de ser campeão ou não, até o arbitro apitar o fim da partida.
Por isso, digo que esse título de 2015, será diferente para todo corinthiano, pois será antecipado. Antecipado pela competência do melhor de time do campeonato, da melhor defesa, do melhor ataque, da melhor campanha como mandante, na melhor campanha como visitante e tantos predicados que tornaram o Corinthians de 2015, um paradigma. O time do povo, o time da garra, tornou-se um padrão do futebol jogado, do futebol de equipe do futebol que aliou a gana de vencer com a beleza de se jogar bem.
Então que venha essa nova experiência, a de ser campeão dos campeões, como diz o nosso hino, pois todos merecemos.
em Bate-Papo da Torcida > Ser campeão no sofá, nova experiência








