Frederico Caminha
A Arena Corinthians, levantada pela Odebrecht por R$ 985 milhões, faz muito menos dinheiro do que cartolas sonharam anos atrás. Em reunião no Conselho Deliberativo corintiano, meses antes da Copa do Mundo de 2014, o ex-presidente Andrés Sanchez mostrou projeções exorbitantes em apresentação no Power Point aos conselheiros. Previa arrecadar R$ 330 milhões por ano. O sigiloso contrato de operação, que dá ao time o comando sobre a arena, assinado em 10 de junho de 2014 e obtido na íntegra por ÉPOCA, possui uma estimativa bem mais conservadora: R$ 150 milhões anuais. A meta estipulada no documento é menor – R$ 112 milhões. O que cartolas não esperavam é que a realidade fosse ser ainda mais severa. A Arena Corinthians arrecadou R$ 90 milhões em 2015 – ou R$ 7,5 milhões por mês – conforme relatou Rodrigo Cavalcante, da BRL Trust, responsável pelo fundo que controla o estádio, em reunião do conselho corintiano na noite de 7 de março. A performance abaixo do estipulado tem efeitos negativos para o Corinthians. Em curto prazo, o clube sacrifica as próprias finanças para cobrir o rombo. Em médio, abre brecha para perder a operação da arena para o fundo.
>> Arena Corinthians terá de destinar 100% dos naming rights a empréstimo do BNDES. QUAL A SUA EXPLICAÇÃO SOBRE ISSO DEPUTADO?

