Felipe Sautchuck
Misturou muita coisa, hein amigo.
O Balbuena está fazendo a dele, quem não está tomando a atitude correta é o Corinthians. Não é correto empresários evitarem reuniões sobre a reunião por um ano, enrolando a instituição e demonstrando enorme falta de caráter e GRATIDÃO! O mínimo que se exige é respeito. Não quer renovar? Beleza, mas não prejudica o clube que te projetou. Ou você esqueceu que se não fosse o Corinthians ele ainda estaria no todo poderoso Libertad do Paraguai? Daria muito bem para chegar em um meio termo...
Eu já acho que o clube tem que cuidar de seus interesses e acabar com farra de empresários. Dê exemplo! Afasta o Balbuena (que não vai renovar) e para de servir de vitrine e ser explorado por empresários. Cada um faz a sua e vida que segue.
em Bate-Papo da Torcida > Pablo, Balbuena e Guerreiros estão certíssimos...
Em resposta ao tópico:
As pessoas que gostam de futebol deveriam começar a ter uma outra visão, é incrível como o nosso futebol está totalmente a margem do futebol praticado nos grandes mercados.
E este mundo a margem se reflete também na torcida, visto que esta não acompanha o futebol inglês, espanhol ou alemão para citar como exemplo.
Vamos lá, futebol não começa quando o time entra em campo. Futebol começa na sua ORGANIZAÇÃO fora de campo.
O Corinthians segundo o Andrés está devendo quase dois bilhões de reais com o estádio de futebol, estádio esse que ele foi o responsável.
Então ele Andrés gerou uma divida enorme ao clube, o estádio não está acabado, cheio de falcatruas envolvidas e o cara ainda é reeleito.
Mas o que isso têm haver com a renovação do Balbuena? Tudo.
Quando a Lei Pelé foi aprovada, apenas uma parte dela foi introduzida, a parte principal da lei (no meu ponto de vista) não passou. E que parte foi essa? Transformar os clubes em empresas.
O que teria acontecido se isso tivesse ocorrido? Os clubes seriam forçados a se transformarem em empresas, ou seja abandonariam a estrutura de associação sem fins lucrativos e migrariam para sociedade anônima.
Ou seja, os clubes teriam na estrutura societária empresas do mercado financeiro e seriam geridos por profissionais indicados por essas empresas.
Nunca estaríamos vivenciando o que estamos vendo hoje, porquê pessoas iriam presas. Claramente o Clube foi lesado e as pessoas que fizeram parte disso continuam no poder.
Mas voltando, se tivesse sido implantado, o Corinthians poderia ter aberto uma empresa para administrar seu futebol e vender parte das ações para uma parceira de longa data, como a Nike, isso acontece nos países que citei. O Bayern de Munique é repartido em 75% para o clube social do Bayern, enquanto Adidas, Audi e Allianz têm 8,3% cada uma. Todas elas pagaram caro para se tornarem donas do Bayern.
Ou, então, poderia ter feito uma emissão de debêntures para construir o estádio, por exemplo, o clube venderia 4 mil títulos de R$ 100 mil cada para investidores no mercado financeiro arrecadaria nisso R$ 400 milhões.
Esse título, que precisa ser pago ao comprador depois de determinado tempo com uma taxa de juros acrescida, sai mais barato do que um financiamento entre um banco e uma associação sem fins lucrativos.
Afinal, é para lá de arriscado emprestar dinheiro a time de futebol no Brasil, então as instituições financeiras compensam o risco com juros mais altos.
Entenderam porque citei que há torcedores que não acompanham futebol nos grandes centros? Estão reclamando do problema quando deveriam cobrar a implantação da solução.
Nenhum candidato á Presidir o Corinthians propôs colocar o clube no mercado de ações. Sabe porquê? Porque não existe interesse, eles ganham com a divida do clube.
Então parem de cobrar o Balbuena, carreira de jogador é curta. O Palmeiras segundo dizem propôs contrato a ele, o Palmeira é patrocinado por uma empresa que é S/A, porque será que esta empresa têm dinheiro e o maior Clube de futebol do Brasil não?
