Diego Medina
Analise comigo como a equipe técnica do Corinthians está mais EFICIENTE no poder decisivo de uma jogada ofensiva;
Se o time está sem centro-avante titular (o que geralmente dá o último toque ao gol), então a equipe provavelmente anda trabalhando esse atributo com outros jogadores com mais rigor/técnica/tempo/eu não sei. Se analisarmos como exemplo, temos:
Na minha opinião, antigamente Rodriguinho era uma espécie de 'roleta russa' entre chances boas de gol e converter em gol. Fazia um gol em cinco/seis tentativas. Cansei de vê-lo tentar mesmo quando tinha o Jô. Creio que isso era motivo de revolta de muitos torcedores. Repare que agora o Rodriguinho está mais eficiente em relação ao passado. Rodriguinho vive uma excelente fase, mas mais porque tem um aproveitamento de gol melhor em relação ao time de 2017 do que por um crescente número de jogadas no setor de criação (sua posição titular).
Jadson, recentemente, também não apresenta grandes inspirações no setor criativo, mas isso não quer dizer que ele esteja pior. Ele continua fazendo suas boas jogadas, como passes, tabelas e jogadas ensaiadas em sua frequência comum. Mas recentemente fez um gol de cabeça num jogo extremamente importante. Para um jogador de 1,68m de altura isso é bastante impressionante.
Onde não se trabalha eficiência de finalizar a jogada, trabalha a eficiência de cooperar na criação da jogada. Romero, atacante de oficio, não tem perfeitas qualidades como matador, mas sua participação na ligação do setor defensivo<->ofensivo se mostra eficiente no papel que lhe é atribuído ao time. Claro que não veremos Romero marcando muitos gols mesmo sendo atacante. Numa eventual falta de gols o torcedor que não acompanha o desenvolvimento técnico da equipe fará a analise mais pobre e indicará ele como culpado. Afinal, no futebol básico, atacante é o mais provável goleador. Mas repare na quantidade de assistências que ele provoca. Parece que os papéis de Rodriguinho e Romero se invertem da teoria, e isso dificulta para se preparar contra o Corinthians. Imagina gastar seu melhor marcador para segurar o Romero, ou forçar seu volante a frequentar o campo defensivo porque o Rodriguinho está transitando no ataque, e etc. Está aí o grande trabalho da equipe de Carille, de converter um plano de jogo com um time versátil com grande eficiência.
Enfim, poderia falar sobre todos do setor ofensivo, mas resumindo, hoje o Corinthians cria menos, mas quando cria a chance de gol é superior. A qualidade da jogada é maior do que a quantidade de jogadas e isso gera benefícios ao desenvolvimento da equipe como um grupo de mesmo interesse.
Como qualquer gestor de uma equipe de trabalho, a eficiência sempre será a 'galinha dos ovos de ouro', ou seja, quanto maior a eficiência do poder decisivo do Corinthians, maiores são as probabilidades de vencer, pois não bastar chegar na pequena área, o último toque tem que ser preciso e o Corinthians faz isso mesmo sem centro-avante. E quanto maior o número de opções de titulares, maior o número de jogadas possíveis, basta otimizá-las em contra-analise do esquema tático do adversário. Corinthians é um time mais de onze titulares entre os 90 minutos que se alternam de acordo com o desafio.
Acredito que é essa precisão criativa que anda encantando a todos desde o mata-mata do Paulistao18, passando pela Libertadores e pelas duas rodadas do Brasileirao18.
Portanto, o Corinthians não é imbatível, mas para vencê-lo não basta escalar o mesmo time com as mesmas funções táticas de uma vitória anterior e qualquer. O adversário precisa entender que está enfrentando a equipe de Carille apoiada por uma torcida vibrante sobre o manto sagrado corinthiano. Não basta pernas, é preciso alma e análise para o adversário que geralmente vive uma volatilidade de elenco e composição técnica, o qual nos favorece numa visão estatística.
OBS: Posso estar enganado sobre a comparação do time de 2017 e 2018 em relação a alguns números, mas com uma boa analise estatística em relação ao time do ano passado conseguiria a legitimidade do análise. Poderia dedicar algumas horas para isso, mas eu não sou comentarista de televisão, sou apenas um entusiasta do futebol corinthiano.
E VAI CORINTHIANS!
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