Gabriel Bacic
A fase do Corinthians não é lá das melhores, mas analisemos o contexto da situação.
O Corinthians do Carille já não estava lá tão bem assim. Ia mal na maioria dos jogos, mas o saldo que o treinador deixa acaba sendo enganador pelo fato do time ter crescido nos momentos decisivos. Hoje, o time de Loss, continua obtendo os mesmos resultados negativos dos jogos do Corinthians do Carille, mas ainda não enfrentou nenhum jogo decisivo para vencer e maquiar as más atuações nas restantes partidas.
Antes de analisarmos as derrotas de Loss, vamos olhar a situação geral do clube.
1- Departamento Médico lotado, com Romero, Renê Junior, Ralf, Clayson, Leo Santos e, agora, Jadson. O que acaba enfraquecendo o banco de reservas e o time titular, além de atrapalhar no sistema de rodízio para poupar os jogadores.
2- Perda de 2 grandes líderes: Hoje, os maiores líderes do time titular, segundo os próprios jogadores, são Cássio, Fagner e Balbuena. Pois bem, o Corinthians está sem Cássio e Fagner, que fazem parte dos convocados para a Seleção Brasileira.
3- Perda de experiência: Além de 2 grandes líderes, Cássio e Fagner são muito experientes, o que poderia ser um fator decisivo nas partidas dificílimas contra o Internacional, no beira-rio e contra o Flamengo, num Maracanã lotado. No caso do Fagner, seu substituto é o Mantuan, um garoto inexperiente que está improvisado na posição mais difícil de se jogar futebol profissionalmente. Foi exatamente por sua falta de experiência, que o Corinthians perdeu para o Inter, por exemplo.
4- Perda do professor: Acima de todos estes problemas, o Corinthians ainda possui um ainda maior, a saída de Carille, um técnico que possuía o elenco em mãos e conduzia a equipe. Apesar do Loss ter sido seu auxiliar, sabemos que não é a mesma coisa.
5- Jogos difíceis no meio de toda essa situação conturbada: Além de todos os problemas listados acima, o Corinthians ainda teve a infelicidade de ter pela frente 2 jogos super difíceis, contra o forte time do Internacional, em Porto Alegre, onde eles praticamente não tomam gol e este ano parecem imbatíveis. Além disso, mesmo após a vitória em cima do América, que poderia fazer o time dar uma respirada, já havia outra pedreira pela frente. Confronto contra o líder Flamengo, que toma pouquíssimos gols e é quase imbatível em casa, onde exatamente enfrentou o Corinthians, com 55 mil torcedores presentes.
Fica, então a pergunta. Será mesmo que o Corinthians obteria resultados diferentes com o Carille como técnico diante de toda essa situação? Além disso, mesmo que o protesto seja pela maneira como o time perdeu as partidas contra o Internacional e o Flamengo (jogando de forma covarde), devemos lembrar que o Corinthians do Carille também perdeu uma partida em que jogou da mesma forma, contra o Atlético MG, no horto.
Bom, acima de toda a análise fria, ainda cabe uma superstição.
Nos últimos 10 anos vitoriosos do Corinthians, sua história se assimila muito com um filme emocionante de Hollywood. O time fica por baixo por um tempo, ninguém da mais nada para ele, e, de repente, a equipe da a volta por cima, quando ninguém mais esperava.
Sim, parecia que perderíamos o título brasileiro ano passado. Sim, parecia que não ganharíamos o campeonato paulista esse ano. Sim, parecia que havíamos jogado o ano promissor de 2015 no lixo, após sermos eliminados de tudo e começarmos mal o campeonato brasileiro. Entretanto, demos a volta por cima em todas essas situações e alcançamos a glória.
Quem sabe não estamos apenas na fase deste longo filme em que tudo está dando errado, mas, após a parada da Copa, não podemos nos reerguer e dar a volta por cima? Quem sabe? Apenas nos resta esperar. O que não podemos é desistir do time e já achar que o Osmar Loss não presta.
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