Kuririn Almeida
Enquanto Fabio Carille desempenhava, com absoluta qualidade, seu papel de treinador do Corinthians, mesmo diante de jogadores modestos que lhe eram entregues por dirigentes alvinegros mais preocupados com negócios do que em seguir a necessidade operacional dos elencos, o então ex-presidente Andrés Sanchez, trabalhava para derrubá-lo.
Durante o processo de impeachment de Roberto Andrade, o parlamentar articulou, em troca de apoio ao presidente – com quem estava atritado, a colocação de Osmar Loss, então na base, como auxiliar da equipe profissional, acreditando que, naturalmente, assumiria o lugar no time principal.
Os resultados e títulos de Carille impediram o objetivo.
Ainda assim, nos bastidores, Sanchez infernizava o ambiente, dizendo a torcedores, associados e conselheiros do Corinthians:
“ (..) quem monta e treina o time é o Loss, o Carille só leva a fama”
O tempo passou, Sanchez venceu as eleições presidenciais e Carille, antenado, aceitou a primeira proposta, por sinal, muito boa, para livrar-se da provável demissão.
Efetivado, Loss, que para a diretoria do clube, mais do que treinador é um parceiro de negócios, teve expostas suas limitações.
Preso ao compromisso firmado, Andrés Sanchez tem se enervado, no dia a dia, quando interlocutores de suas exaltações às qualidades do atual treinador, no período em que era subordinado a Carille, questionam-lhe sobre o assunto.
em Bate-Papo da Torcida > O tempo comprovou: Fábio Carille, não Osmar Loss, como dizia Andrés...




