Luca Gouvêa
TEXTO DO BLOG
Esse 2018 foi dele, sem sombra de dúvidas. Na verdade o Cássio voltou a ser o melhor goleiro do Brasil ano passado num exato dia, lugar e tem hora: Porto Alegre, 25 de julho às 16h. O jogo era Grêmio x Corinthians, vice-líder contra líder naquela época e o Coringão fez um jogo cirúrgico, típico daquela campanha. Time bem montado, não passava sustos, fez 1×0 no contra-ataque já no segundo tempo. Depois, haja coração amigos, que pressão do time tricolor. Mas você sabe: se o jogo é grande, lá está nosso gigante. Cássio fez um milagre à queima roupa na finalização do Luan já na pequena área. Minutos depois defendeu o pênalti cobrado pelo mesmo meia. Que jogo! Lembro-me exatamente de olhar para o meu pai e dizer: “Esse campeonato é nosso, o Cássio voltou.”
Desde tal dia nosso goleiro começou a dominar a arte de pegar penal. Muito embora já fosse ídolo e reconhecido por seus milagres desde 2012, pênaltis nunca foram a especialidade do Cássio. Mas na conquista do hepta houve mais um importantíssimo: contra o Lucca, na época na Ponte Preta em reta final do campeonato.
Mal chegou 2018 e me perco para contar quantos pênaltis o Gigante defendeu. O Paulistão chegou para consagrar o Monstro. Dudu, Lucas Lima, Diego Souza e Liziero. Semi-final e final, São Paulo e Palmeiras. Que atuações, que adrenalina, que jogos inesquecíveis. Gol contra o tricolor do Morumbi no último minuto. Gol contra o maior rival no primeiro minuto. Ser campeão em plena Barra Funda e calar um bairro inteiro. Coisas que só o Corinthians faz. Obrigado Cássio por ser peça fundamental nesses momentos. Porque no fundo, campeonatos estaduais servem pra isso: para acirrar rivalidades, criar heróis, tornar segundos eternos e gravar lances na memória, aqueles que serão contados de pai para filho por gerações. Nosso goleiro virou mestre também em outra arte: de levantar troféus.
Para consagrar o ano veio a convocação de Cássio para a Copa do Mundo da Rússia. Um sonho de qualquer jogador, muito merecido. Os mais fervorosos dizem até que ele pegaria o chute do De Bruyne no segundo gol belga daquela partida de quartas de final. Acho que não, prefiro dar mais créditos ao meia, que tem muita técnica, do que duvidar do Alisson. Era uma bola extremamente difícil afinal. Mesmo sem ter jogado, percebi que os quase dois meses junto à seleção fizeram muito bem para nosso arqueiro. A convivência com Taffarel e os outros dois goleiros que jogam na Europa fizeram com que o Cássio melhorasse muito outro fundamento: reposição de bola com os pés. Não sei se perceberam, mas por diversas vezes nesse segundo semestre o goleiro lança bolas perfeitas para os nossos pontas principalmente, como no gol de Romero contra a Chapecoense.
Finalizando o ano, Cassião se consolidou como capitão e principal líder do time. Joga sério, concentrado e inclusive sabendo a hora de cobrar. Se não fosse ele, essa campanha com certeza seria ainda mais pífia. Ele sabe que o time ficou devendo, sabe que o futebol jogado foi vergonhoso. Um velho e sábio torcedor corinthiano uma vez me disse lá atrás: “Com o que Cássio, Sheik e Guerrero fizeram em 2012, não precisam fazer mais nada pelo clube”. Nosso Gigante foi e fez muito mais. É incontestavelmente o maior goleiro da história do Parque São Jorge. Obrigado por tudo Cássio, você é um exemplo! Que venha 2019,2020,2022…
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