Hoje, Garro e Yuri Alberto são titulares do Corinthians?
Opinião de Elian Sousa
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Rodrigo Garro e Yuri Alberto no Corinthians.
Foto: Ronaldo Barreto / Meu Timão
O Corinthians foi derrotado nesta última quarta-feira (03) pelo Fortaleza, no Castelão, na penúltima rodada do Brasileirão. Apesar do revés, o placar foi apenas um detalhe para a torcida que já até contava com o resultado ruim. As ausências de Yuri Alberto e Rodrigo Garro no desembarque do elenco alvinegro e a boa atuação de reservas no duelo roubaram a cena.
O camisa 9 saiu mancando do jogo contra o Botafogo e, após realizar uma ressonância, teve um edema na sínfise púbica e sobrecarga na musculatura adutora. Embora não tenha atuado contra o Leão, a situação não preocupa o Timão e o atacante deve retornar logo. Já o argentino sofreu um estiramento muscular na panturrilha e permaneceu em São Paulo para seguir em tratamento com o departamento de fisioterapia.
Ambos, titulares absolutos do time, ficaram de fora e deram espaço para outros nomes do elenco. André, Dieguinho, Vitinho e Gui Negão comandaram o setor ofensivo, além de Breno Bidon que assumiu uma função mais a frente do que de costume.
Perdemos? Sim. Porém, o desempenho do Corinthians não foi ruim. Apesar das muitas chances desperdiçadas, o meio-campo mais móvel e o ataque com dois extremos, que abriam espaços e quebravam linhas na defesa adversária funcionou bem. Tanto que no Notas da Fiel - quadro do Meu Timão, onde a torcida opina sobre as atuações dos jogadores -, André, Dieguinho e Vitinho tiveram avaliações muito superiores aos demais.
Com tudo isso que vimos na partida e nas recentes atuações do trio, eu te pergunto: Garro e Yuri são tão titulares assim?
Não é de hoje que o camisa 8 vem desempenhando abaixo do que esperamos. Talvez pelos problemas no joelho, ou pela mudança na comissão técnica durante o ano. Mas o fato é que o Garro de 2024 quase não apareceu em 2025.
Já Yuri vive naquele ciclo de altos e baixos: ou vai muito bem, ou vai muito mal - e, ultimamente, o segundo caso tem sido mais comum. Apesar disso, ainda soma bons números na temporada, com 18 gols; poucos atacantes no Brasil chegaram a essa marca.
Com as atuações dos titulares abaixo, por que não dar espaço para o restante? Não estou aqui simplesmente descartando os dois, apenas apontando que talvez não sejam as melhores opções para o Dorival atualmente.
Por que não um time com André na trinca de volantes, Bidon como armador e Vitinho fazendo dupla de ataque com alguém? Ou quem sabe até adotar a mesma tática do último jogo, mas com Memphis como centroavante, assim como joga na seleção da Holanda.
Estamos próximos dos dois jogos mais importantes do ano contra o Cruzeiro, e a sensação é de que ainda não temos um time definido. Agora, contra o Juventude, para encerrar o Campeonato Brasileiro, a comissão conta com o provável retorno de Memphis Depay. Me parece uma boa hora para vermos o camisa 10 atuando ao lado de nomes diferentes do que ele está habituado.
Já que não temos muito tempo e o padrão não está dando certo, talvez seja a hora do Dorival apostar. Concorda?
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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