Precisa sempre ser na raça?
Opinião de Heloisa Durand
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Ramón Díaz no duelo contra a Universidad Central pela Libertadores
Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão
A classificação do Corinthians contra a Universidad Central de Venezuela (UCV) foi um sufoco. Vencer por 3 a 2, com um agregado de 4 a 3, não foi o cenário que a torcida esperava, especialmente jogando em casa. A vitória veio, mas o desempenho deixou muitos com um gosto amargo.
É inegável que a essência do Corinthians sempre foi a raça. O time é conhecido pela sua entrega, pela força de vontade e pela luta até o último segundo. Porém, em 2025, com o elenco que tem, com a estrutura e os investimentos feitos, será que ainda dá para se contentar só com isso? Contra um time como a UCV, o Corinthians deveria ter sido muito mais contundente. A torcida percebeu isso e não hesitou em expressar sua frustração. O futebol apresentado foi aquém do esperado para um time do tamanho do Corinthians.
E a verdade é que o time esteve muito perto de levar a decisão para os pênaltis. Isso não é algo que deveria acontecer em um jogo contra um adversário bem mais fraco. Mesmo com a vitória, fica a pergunta: será que o Corinthians está realmente pronto para os desafios mais complicados da Libertadores? Com a estrutura e o elenco que tem, a expectativa é de um time mais sólido, mais organizado, que consiga dominar esses confrontos sem tanto sofrimento.
Claro, não é momento de crise. O time segue fazendo uma boa campanha no Campeonato Paulista, e tem muito o que melhorar, como qualquer time no começo da temporada. Mas o alerta está ligado. O Corinthians não pode seguir achando que vai longe na Libertadores apenas com raça. O futebol precisa ser mais consistente, mais técnico, mais inteligente. Caso contrário, vai ser difícil encarar os adversários mais fortes e, quem sabe, lutar por títulos.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
