Corinthians no Mundial: planejar, renovar e contratar para competir
Opinião de Maria Beatriz de Teves
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O Corinthians precisa se preparar para o Mundial com planejamento, renovações e contratações para competir
Foto: Staff Images Woman/CONMEBOL
O Corinthians chega ao seu primeiro Mundial de Clubes Feminino, a Copa das Campeãs, com um título de prestígio nas mãos e muita expectativa pela frente. Mas a pergunta que não quer calar é: o clube quer apenas participar ou de fato competir? As respostas são bem diferentes.
Se a meta é competir de verdade, não basta desembarcar em Londres, na Inglaterra, e entrar em campo com o elenco que conquistou a Libertadores Feminina de 2025. Planejamento será a palavra-chave, e quando falo em planejamento, não me refiro só a treinos e logística, mas a decisões envolvendo renovações contratuais e reforços.
Dentro do elenco, é fundamental garantir a permanência de algumas peças-chave. Nicole, que deve seguir no clube, como trouxe o Meu Timão, é prioridade, assim como Gabi Zanotti, Mariza, Érika e Gi Fernandes. Outros nomes também seriam importantes para renovar, como Tamires e Lelê. O técnico Lucas Piccinato é outro nome que seguirá no clube por mais três anos.
Mas só renovar não basta. O Corinthians precisa contratar jogadoras que cheguem prontas, sem aquele período de adaptação, já que o Mundial será o primeiro torneio do ano. Dois nomes que me agradam bastante são: Gabi Nunes, que poderia voltar por empréstimo - tem história no clube e experiência internacional - e Bia Zaneratto, que, mesmo com identificação pelo rival, é corinthiana de coração e agregaria muita qualidade ao elenco. Sei que são nomes difíceis de alcançar, mas o clube precisa de reforços nesse porte. Vale lembrar que o Corinthians conquistou mais de R$ 20 milhões apenas com o futebol feminino nesta temporada - sem contar patrocinadores, valor que deve ser ainda maior.
Ainda assim, o elenco precisaria de ajustes finos: uma lateral-esquerda para competir com Tamires, uma zagueira pensando na reta final da carreira da Érika, uma volante para revezar com Dayana Rodríguez e, até mesmo, uma lateral-direita, já que Gisela Robledo tem atuado fora de posição e Gi Fernandes, ainda jovem, oscila bastante.
A semifinal será contra o Gotham FC, dos Estados Unidos, que conta com brasileiras como Gabi Portilho, Bruninha e Geyse. Caso avance, a final pode trazer um desafio ainda maior: o Arsenal, time da casa e campeão da Champions League.
Vale lembrar que essa vaga no Mundial foi conquistada pelo título da Libertadores Feminina de 2025, e o Corinthians chega com a responsabilidade de mostrar força também no cenário global. Quem deseja competir, precisa agir como tal.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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